Cadete PM - PMPR - 2023 (UFPR) (Espanhol)

90 questions with the correct answer and an explanation for each. Topic: Cadete PM. Free, no account needed.

Fazer esta prova online

1. A cor da pele em humanos é uma característica quantitativa, constituindo um traço adaptativo, cuja variação possui relação com o território ocupado e com o tempo em que isso se deu. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa correta.

  1. Considerando a distribuição de uma característica quantitativa em uma população, a maioria dos indivíduos irá se concentrar nos extremos de uma curva normal e poucos indivíduos irão se concentrar no centro da curva.
  2. Fenótipos quantitativos variam muito em uma população devido à interação de recessividade e dominância entre um par de alelos de um gene que controla a característica.
  3. A grande variação fenotípica das características quantitativas se deve em parte a uma base genética poligênica.
  4. Em uma população, as características qualitativas em comparação às quantitativas são as mais frequentes, já que as características podem ser facilmente distinguidas em classes, como por exemplo a estatura dos indivíduos.
  5. As características quantitativas possuem padrões de herança definidos, que podem ser obtidos a partir de cruzamentos mendelianos.

Gabarito: C — A grande variação fenotípica das características quantitativas se deve em parte a uma base genética poligênica.

Características quantitativas, como a cor da pele, são controladas por vários genes (herança poligênica), o que gera variação fenotípica contínua na população; as demais alternativas descrevem incorretamente a curva normal, a interação entre alelos ou padrões mendelianos.

2. O gene da calcitonina codifica tanto o hormônio calcitonina quanto o peptídeo relacionado ao gene calcitonina (CGRP). O CGRP atua como neurotransmissor em tecidos do sistema nervoso, enquanto a calcitonina regula os níveis de cálcio e fosfato sanguíneos por ação sobre os ossos. A partir do processamento do transcrito primário do gene da calcitonina, dois mensageiros maduros que se diferem pela presença de um exon são formados, a partir dos quais serão produzidos a calcitonina e o CGRP. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa correta.

  1. A informação genética é armazenada nos aminoácidos que compõem o DNA, sendo traduzida em RNA mensageiro e transcrita em proteínas – fluxo esse que determina o fenótipo dos indivíduos.
  2. A replicação do DNA é o processo responsável pela expressão dos genes, sendo que esse processo se dá por meio da síntese de segmentos de DNA a partir de sequências específicas.
  3. A diversidade de tipos e funções das células que formam os tecidos do corpo humano se dá pelos diferentes códigos genéticos que cada tipo possui.
  4. O processo que sintetiza o hormônio calcitonina e o peptídeo relacionado ao gene calcitonina (CGRP) é chamado de transcrição, no qual os RNAs transportadores são responsáveis por levar o mensageiro para o citoplasma da célula onde as proteínas são sintetizadas.
  5. A produção do hormônio calcitonina e do peptídeo relacionado ao gene calcitonina (CGRP) a partir de um mesmo gene se deve ao mecanismo de splicing alternativo.

Gabarito: E — A produção do hormônio calcitonina e do peptídeo relacionado ao gene calcitonina (CGRP) a partir de um mesmo gene se deve ao mecanismo de splicing alternativo.

Um mesmo transcrito primário gera dois RNAs mensageiros maduros que diferem pela presença de um exon, produzindo calcitonina ou CGRP — isso é a definição de splicing alternativo.

3. A membrana celular, por delimitar o meio intra e extracelular, funciona como uma “portaria”, controlando o intercâmbio de substâncias, recebendo e emitindo sinais. Para cumprir essas diversas funções, a membrana conta com estruturas e sistemas especializados, como por exemplo os receptores de membrana, responsáveis pela detecção de estímulos diversos, inclusive agentes invasores, e as proteínas, que atuam no transporte de substâncias. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa correta.

  1. Agentes infecciosos conseguem infectar células humanas porque interagem com receptores celulares específicos, enganando esse sistema de reconhecimento que permite a entrada desses agentes nas células.
  2. A passagem da água para fora da célula, em resposta à inserção desta em um meio concentrado em solutos, é feita por meio das bombas iônicas.
  3. A bicamada fosfolipídica da membrana celular é altamente permeável a moléculas hidrofílicas, uma vez que delimita o compartimento celular em ambientes aquosos.
  4. Os receptores de membrana responsáveis por detectar os estímulos são estruturas compostas por lipídio e fosfato, formando moléculas denominadas fosfolipídios que contêm uma cauda apolar e uma cabeça polar.
  5. Os vírus, parasitas intracelulares obrigatórios, infectam células humanas por meio do processo de exocitose.

Gabarito: A — Agentes infecciosos conseguem infectar células humanas porque interagem com receptores celulares específicos, enganando esse sistema de reconhecimento que permite a entrada desses agentes nas células.

Patógenos infectam células ao se ligar a receptores de membrana específicos, explorando o sistema de reconhecimento celular; as demais alternativas erram sobre osmose, permeabilidade da bicamada a hidrofílicos, composição dos receptores e exocitose.

4. O metabolismo animal requer que as células sejam supridas com oxigênio e o gás carbônico seja eliminado em um processo de troca gasosa com o ambiente que chamamos de respiração. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.

  1. A respiração branquial se dá pela superfície do corpo que precisa ser mantida sempre úmida, ocorrendo, portanto, em animais que vivem na água ou em ambientes úmidos.
  2. A respiração traqueal, presente em alguns animais adaptados à vida terrestre, não possui relação com a circulação, uma vez que os sistemas de traqueias levam diretamente o oxigênio às células do corpo.
  3. Os sacos aéreos são estruturas anexas ao pulmão das aves que, além de auxiliarem o voo dos animais, atuam na excreção do ácido úrico.
  4. O pulmão dos mamíferos é formado por uma grande quantidade de tubos finos chamados alvéolos e minúsculas bolsas chamadas brônquios, altamente vascularizadas, por onde a troca gasosa ocorre.
  5. O metabolismo celular consiste de reações químicas que visam à formação de adenosina trifosfato (ATP) a partir de glicose e gás carbônico.

Gabarito: B — A respiração traqueal, presente em alguns animais adaptados à vida terrestre, não possui relação com a circulação, uma vez que os sistemas de traqueias levam diretamente o oxigênio às células do corpo.

No sistema traqueal (presente em insetos), as traqueias conduzem o oxigênio diretamente até as células, sem participação do sistema circulatório; a alternativa A descreve respiração cutânea e as demais contêm erros anatômicos e metabólicos.

5. Sobre a contração muscular esquelética, é correto afirmar:

  1. O sistema contrátil depende da concentração de íons Ca++ no mioplasma, que altera as células actina e miosina, promovendo a contração.
  2. Estímulos nervosos promovem a liberação de acetilcolina na fenda sináptica, o que leva à despolarização da membrana da célula muscular.
  3. Actina e miosina são liberadas na fenda sináptica, o que gera um potencial de ação e promove a contração muscular esquelética.
  4. O deslizamento das células de actina sobre as de miosina é iniciado pela liberação de ATP no sarcômero.
  5. A despolarização da miosina promove a liberação passiva de íons Ca++ até a membrana da actina, promovendo a contração muscular.

Gabarito: B — Estímulos nervosos promovem a liberação de acetilcolina na fenda sináptica, o que leva à despolarização da membrana da célula muscular.

Na junção neuromuscular, o impulso nervoso libera acetilcolina na fenda sináptica, que despolariza a membrana da fibra muscular e desencadeia a contração; actina e miosina são proteínas contráteis intracelulares, não neurotransmissores.

6. Considere que o destino dos heterótrofos é se alimentarem de um autótrofo, ou ainda de outro heterótrofo que, por sua vez, alimentou-se de um autótrofo. Isso pode continuar por muitos níveis tróficos, mas no início sempre há um autótrofo. A esse respeito, é correto afirmar:

  1. Os heterótrofos são a base da cadeia alimentar, responsáveis pela produção primária e pela maior produção de biomassa.
  2. Os heterótrofos são carnívoros predadores de herbívoros autótrofos, que são a base da cadeia alimentar e consumidores de maior biomassa.
  3. Seres autótrofos estão na base da cadeia alimentar, pois são produtores e consomem diretamente os seres fotossintetizantes.
  4. Seres fotossintetizantes são base de cadeia alimentar e servem de alimento para consumidores primários, que são alimento para consumidores secundários.
  5. Em uma cadeia alimentar, os autótrofos estão sempre no início, mas também podem comportar-se como consumidores primários e secundários.

Gabarito: D — Seres fotossintetizantes são base de cadeia alimentar e servem de alimento para consumidores primários, que são alimento para consumidores secundários.

Conforme o próprio enunciado, no início da cadeia sempre há um autótrofo: os seres fotossintetizantes (produtores) alimentam os consumidores primários, que por sua vez alimentam os consumidores secundários.

7. Existem 39 espécies diferentes de aves-do-paraíso que vivem na Nova Guiné e nas ilhas vizinhas. São pássaros coloridos e com plumagem incomum e rituais de acasalamento complexos que incluem dança, canto e poses. Os jovens machos herdam esses passos de dança de seus pais, depois os refinam através da prática e da observação dos adultos. Menos óbvias, mas igualmente importantes, são as fêmeas vigilantes: são suas escolhas que decidem quais danças chegam à próxima geração. (Cornell Lab of Ornithology‘s Birds of Paradise project. Disponível em: https://thekidshouldseethis.com/post/birds-of-paradise-cornell-lab-ornithology. Adaptado.) A respeito da evolução dos rituais de acasalamento das aves-do-paraíso, é correto afirmar:

  1. Os rituais de acasalamento são sujeitos à seleção sexual que altera o código genético dos machos para atrair mais parceiras e aumentar o sucesso reprodutivo.
  2. A seleção natural promove mudanças genéticas nos machos, pois a seleção sexual atua na competição entre os machos e não na seleção pelas fêmeas.
  3. As aves-do-paraíso apresentam danças, cantos e poses elaboradas devido a mutações epigenéticas produzidas pela seleção sexual.
  4. A seletividade das fêmeas promove o surgimento de mutações que geram rituais de acasalamento complexos, favorecidos pela seleção sexual.
  5. Danças, cantos e poses das aves-do-paraíso são consequência da seleção sexual, promovida pela preferência das fêmeas por tais características.

Gabarito: E — Danças, cantos e poses das aves-do-paraíso são consequência da seleção sexual, promovida pela preferência das fêmeas por tais características.

O texto afirma que as escolhas das fêmeas decidem quais danças chegam à próxima geração: é a seleção sexual intersexual, pela preferência das fêmeas, que fixa danças, cantos e poses elaborados; a seleção não cria mutações nem altera o código genético de um indivíduo.

8. O uso em larga escala de agrotóxicos no cultivo de alimentos tem consequências negativas para o ambiente e para a saúde dos consumidores. O Brasil é um dos países com maior consumo de agrotóxicos e a exposição aos agrotóxicos pode causar uma série de doenças. (INCA - Instituto Nacional do Câncer, Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.inca.gov.br/exposicao-no-trabalho-e-no-ambiente/agrotoxicos. Adaptado.) A respeito de alternativas disponíveis ao uso de agrotóxicos, é correto afirmar:

  1. O controle biológico de pragas propõe conter a proliferação de pragas utilizando seus inimigos naturais, como predadores e parasitas.
  2. As agroflorestas são constituídas por monoculturas selecionadas e utilizam apenas de agrotóxicos liberados pela legislação nacional.
  3. O controle biológico de pragas prevê a utilização apenas de agrotóxicos que não apresentam risco à saúde humana.
  4. Nas agroflorestas, são utilizados agrotóxicos apenas para pragas resistentes, em quantidades mínimas e apenas uma vez ao ano.
  5. No controle biológico de pragas, são utilizadas sementes geneticamente modificadas resistentes a herbicidas.

Gabarito: A — O controle biológico de pragas propõe conter a proliferação de pragas utilizando seus inimigos naturais, como predadores e parasitas.

O controle biológico é a alternativa que dispensa agrotóxicos, usando inimigos naturais das pragas (predadores e parasitas) para contê-las; as demais alternativas descrevem incorretamente agroflorestas ou o próprio controle biológico.

9. A respeito das trocas gasosas em tecidos e órgãos das plantas, é correto afirmar:

  1. As folhas são as partes das plantas que mais realizam trocas gasosas com o ambiente, garantindo que a taxa de fotossíntese seja sempre mais alta do que a taxa respiratória.
  2. Em cactáceas, as trocas gasosas ocorrem somente durante dia, pois a alta incidência de luz solar promove a abertura dos estômatos.
  3. Devido à baixa disponibilidade de oxigênio dissolvido na água ou presente no solo, plantas de mangues retiram oxigênio do ar por meio de pneumatóforos.
  4. Plantas são adaptadas a manter as trocas gasosas em taxas constantes, independentemente das variações de temperatura e luminosidade ambiental.
  5. As plantas realizam apenas respiração anaeróbica, pois o gás oxigênio não é utilizado pela planta, mas liberado para a atmosfera durante a fotossíntese.

Gabarito: C — Devido à baixa disponibilidade de oxigênio dissolvido na água ou presente no solo, plantas de mangues retiram oxigênio do ar por meio de pneumatóforos.

Nos solos encharcados dos mangues há pouco oxigênio disponível, e as plantas desenvolvem pneumatóforos (raízes aéreas) para captar O₂ do ar; as demais alternativas erram sobre estômatos de cactáceas, constância das taxas e respiração anaeróbica exclusiva.

10. Considere as equações a + b = c² e a + b + c = 20. Assinale a alternativa que corresponde à quantidade de triplas ordenadas (a, b, c) que satisfazem simultaneamente essas duas equações, sendo a, b, c números inteiros positivos.

  1. 11.
  2. 12.
  3. 13.
  4. 14.
  5. 15.

Gabarito: E — 15.

Substituindo a + b = c² em a + b + c = 20, tem-se c² + c = 20, logo c = 4 e a + b = 16; há exatamente 15 pares ordenados (a, b) de inteiros positivos com soma 16, portanto 15 triplas.

11. O Índice de Massa Corporal (IMC) de uma pessoa adulta é dado pela fórmula: IMC = massa/(altura)² (massa medida em quilogramas) (altura medida em metros) Admitindo-se que a altura de uma pessoa adulta é constante, se, durante um ano, ela aumentar sua massa, então é correto afirmar que nesse período o gráfico de seu IMC em função de sua massa é parte de uma:

  1. reta horizontal.
  2. reta crescente.
  3. curva crescente côncava para cima.
  4. parábola.
  5. senoide.

Gabarito: B — reta crescente.

Com a altura constante, IMC = massa/(altura)² é uma função linear da massa, com coeficiente angular positivo 1/(altura)² — portanto seu gráfico é parte de uma reta crescente.

12. Na figura ao lado, estão representadas quatro circunferências de raio r = 1 cm que são tangentes nos pontos A, B, C e D. Assinale a alternativa que corresponde ao valor, em cm², da área hachurada em cinza.

  1. π − 1.
  2. π − 2.
  3. 2 − π/2.
  4. 4 − π.
  5. 4 − π/2.

Gabarito: D — 4 − π.

A região cinza é o quadrado de lado 2 cm formado pelos centros das quatro circunferências (área 4) menos quatro setores de 90° de raio 1, que juntos somam um círculo completo de área π: área = 4 − π cm².

13. Na figura ao lado, tem-se duas circunferências que se tangenciam no ponto Q. Os raios dessas circunferências são R₁ e R₂, com R₁ < R₂. Cada uma das retas r e s é tangente simultaneamente às duas circunferências; adicionalmente, essas retas se intersectam no ponto P. Qual é a distância entre os pontos P e Q?

  1. 2 (R₁ + R₂)/(R₂ − R₁).
  2. 2 (R₂ − R₁)/(R₁R₂).
  3. 2 (R₁ + R₂)/(R₂R₁).
  4. 2 (R₂ − R₁)/(R₁ + R₂).
  5. 2 R₁R₂/(R₂ − R₁).

Gabarito: E — 2 R₁R₂/(R₂ − R₁).

P é o centro de homotetia externa das duas circunferências, situado sobre a reta dos centros; da razão de homotetia entre os raios obtém-se a distância de P ao centro da menor circunferência e, somando R₁, resulta PQ = 2R₁R₂/(R₂ − R₁).

14. Sejam r e s retas no plano cartesiano que são perpendiculares e se intersectam no ponto (3,3). Sabendo-se que a reta r intersecta o eixo x no ponto (2,0), assinale a alternativa que corresponde ao valor numérico da área do triângulo delimitado pelas retas r e s e pelo eixo x.

  1. 12.
  2. 15.
  3. 21.
  4. 24.
  5. 30.

Gabarito: B — 15.

A reta r passa por (3,3) e (2,0) (coeficiente angular 3, equação y = 3x − 6); s é perpendicular por (3,3) (coeficiente −1/3, y = −x/3 + 4) e corta o eixo x em (12,0); o triângulo tem base 10 e altura 3, logo área = 15.

15. Ana, Beatriz e Carlos escolhem lugares para se sentar em uma mesa hexagonal regular. Cada lugar corresponde a um dos lados do hexágono, que estão numerados de 1 a 6, conforme a figura ao lado. Os lados 1 e 4 são considerados lados opostos na mesa, assim como 2 e 5, e 3 e 6. De quantas formas diferentes Ana, Beatriz e Carlos podem escolher os lugares numerados de modo que nenhum deles fique sentado ao lado oposto do outro?

  1. 48.
  2. 36.
  3. 24.
  4. 12.
  5. 8.

Gabarito: A — 48.

Há 8 conjuntos válidos de lugares: escolhe-se um lado de cada par oposto (2³). Como Ana, Beatriz e Carlos podem ocupar esses lugares em 3! ordens, há 8 × 6 = 48 formas.

16. Os ângulos internos de um polígono convexo de 20 lados estão em progressão aritmética com razão de 4° (graus). Qual é o produto em graus entre o maior ângulo interno e o menor ângulo interno desse polígono?

  1. 20800.
  2. 22600.
  3. 24800.
  4. 26600.
  5. 26800.

Gabarito: C — 24800.

A soma dos ângulos internos é (20 − 2)·180 = 3240; na P.A. de 20 termos e razão 4, 10·(2a₁ + 19·4) = 3240 dá a₁ = 124 e a₂₀ = 124 + 76 = 200, cujo produto é 124 × 200 = 24800.

17. As únicas raízes reais do polinômio p(x) dado pelo determinante abaixo são –2 e –1. ⎛ q(x) x + 2 x² + 2x ⎞ p(x) = det ⎜ x² + x 0 1 ⎟ ⎝ x + 1 1 1 ⎠ Sabendo-se que o polinômio q(x) = ax² + bx + c (com a, b e c constantes) tem as mesmas raízes reais de p(x), é correto afirmar que:

  1. b² − 4ac < 0 e a > 3/4.
  2. b² − 4ac < 0 e a < 3/4.
  3. b² − 4ac > 0 e a < 3/4.
  4. b² − 4ac > 0 e a > 3/4.
  5. b² − 4ac > 0 e a = 3/4.

Gabarito: C — b² − 4ac > 0 e a < 3/4.

Desenvolvendo o determinante, p(x) = (x+2)(x+1)(x² − x + 1) − q(x); como q tem raízes −2 e −1, q(x) = a(x+2)(x+1), logo p(x) = (x+2)(x+1)(x² − x + 1 − a), que só tem as raízes reais −2 e −1 se o fator quadrático não tiver raiz real: 1 − 4(1 − a) < 0, ou seja, a < 3/4; e q, com duas raízes reais distintas, tem b² − 4ac > 0.

18. Na figura ao lado, tem-se um reservatório no formato de um cone circular reto com altura h e área do topo igual a 12 m². Esse reservatório está sendo preenchido com um líquido cujo volume em m³ é dado por: V(t) = log₂(t² + 1) sendo t ≥ 0 o tempo. Em quanto tempo o líquido atingirá metade da capacidade desse reservatório?

  1. t = √(4ʰ − 1).
  2. t = 2ʰ − 1.
  3. t = √(2ʰ − 1).
  4. t = 4ʰ − 1.
  5. t = √(4ʰ + 1).

Gabarito: A — t = √(4ʰ − 1).

A capacidade do cone é (1/3)·12·h = 4h m³, e metade dela é 2h; resolvendo log₂(t² + 1) = 2h, tem-se t² + 1 = 2²ʰ = 4ʰ, logo t = √(4ʰ − 1).

19. Considere o seguinte trecho: Economia e Sociedade no Egito Antigo O Reino Antigo compreende as dinastias IV a VIII, entre 2575 e 2134 [a.C.], com apogeu na primeira de tais dinastias, época da construção de enormes sepulcros, as três grandes pirâmides de Guiza, perto de Mênfis, pelos faraós Khufu (o Quéops dos gregos), Khafra (Quéfren) e Menkaura (Miquerinos); os dois primeiros, em especial, levantaram monumentos de tal magnitude que supõem um sistema tanto político quanto econômico muito bem-organizado. (CARDOSO, Ciro Flamarion. O Egito Antigo. São Paulo: Brasiliense, 1982. p. 51-52.) A partir do excerto acima e dos conhecimentos acerca da política e da economia do Egito Faraônico e das antigas sociedades africanas, é correto afirmar:

  1. A escravidão era a base econômica do Antigo Egito, e a construção de pirâmides e outras obras públicas dependia do trabalho forçado.
  2. À medida que a sociedade egípcia se tornou politicamente mais complexa, pirâmides deixaram de funcionar como sepulcros e se tornaram templos conhecidos como “zigurates”.
  3. Na sociedade egípcia, o faraó era o único proprietário de terras, e essa concentração econômica permitia o gasto em obras monumentais como pirâmides e templos.
  4. A aproximação política e econômica entre as dinastias egípcias do Reino Antigo e as Cidades-estados gregas trouxe as técnicas e o conhecimento arquitetônico necessário para a construção das pirâmides de Guiza.
  5. A estrutura econômica egípcia permitia a contratação de trabalhadores assalariados para atuarem em construções públicas, como pirâmides e obras de irrigação.

Gabarito: E — A estrutura econômica egípcia permitia a contratação de trabalhadores assalariados para atuarem em construções públicas, como pirâmides e obras de irrigação.

A historiografia atual mostra que as grandes obras do Egito Antigo empregavam trabalhadores camponeses remunerados (trabalho assalariado/corveia paga), e não escravos; zigurates são mesopotâmicos, e a Grécia clássica é posterior ao Reino Antigo.

20. O Império Romano do Oriente, também conhecido como Império Bizantino, foi uma das mais longevas e importantes estruturas políticas do período medieval e esteve diretamente envolvido com o início do movimento militar conhecido como “Cruzada”. Assinale a alternativa que relaciona corretamente esse império com as Cruzadas.

  1. A polêmica ao redor da veneração de imagens religiosas durante a crise iconoclasta bizantina foi uma das motivações para o início das Cruzadas.
  2. O Cisma do Oriente criou inimizade entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa, o que ocasionou a expedição punitiva por parte do ocidente conhecida como “Cruzada”.
  3. A tomada da capital bizantina de Constantinopla pelos turcos otomanos causou o exílio do imperador bizantino e a convocação das Cruzadas.
  4. O pedido de auxílio militar feito ao ocidente pelo Império Bizantino contra o avanço dos turcos seljúcidas foi uma das justificativas para as Cruzadas.
  5. O levante popular conhecido como “Revolta de Nika” ameaçou o Império Bizantino e precipitou as Cruzadas como medida de proteção.

Gabarito: D — O pedido de auxílio militar feito ao ocidente pelo Império Bizantino contra o avanço dos turcos seljúcidas foi uma das justificativas para as Cruzadas.

O imperador bizantino Aleixo I pediu auxílio militar ao Ocidente contra o avanço dos turcos seljúcidas (após a Batalha de Manzikert, 1071), pedido que esteve entre as justificativas da Primeira Cruzada (1096); Constantinopla só caiu aos otomanos em 1453, séculos após o início das Cruzadas.

21. Considere o seguinte excerto de jornal: Mundo Negro A Etiópia é o nosso coração. [...] A Abissínia veio a proeminência sob a chefia do genial negro que foi Menelik II, derrotando a Itália [...]. O Mundo tem reparado que a Etiópia ainda é, por sua insigne vitória, uma nação de valor. (A Ethiopia é nosso coração. O Clarim da Alvorada. São Paulo, 26 jul. 1931, Seção Mundo Negro.) O trecho acima, retirado do jornal O Clarim da Alvorada, importante veículo da imprensa negra paulista, faz referência tanto à resistência etíope contra a colonização italiana no final do século XIX quanto à ascensão de Haile Selassie, último imperador da Etiópia, coroado em 2 de novembro de 1930. A partir desse trecho e dos conhecimentos sobre a História da África e dos afrodescendentes, assinale a alternativa que relaciona corretamente o papel da Etiópia com o colonialismo no continente africano e os impactos desse papel no mundo.

  1. A Etiópia se tornou um importante símbolo de luta e independência para pessoas africanas e afrodescendentes por ter sido um dos únicos estados africanos a resguardar sua soberania durante o processo conhecido como “Partilha da África”.
  2. Após a vitória de Menelik II contra os italianos, a Etiópia se estabeleceu como a principal nação islâmica do continente africano, dando origem ao movimento conhecido como “etiopismo”.
  3. A vitória de Haile Selassie contra a invasão italiana de Benito Mussolini em 1935 inspirou outros países africanos na luta contra o colonialismo e deu início ao processo de libertação da África.
  4. A derrota italiana contra os etíopes na Batalha de Adwa, em 1896, foi o ponto de partida para o surgimento do pan-africanismo que, em sua origem, pregava a união dos estados africanos contra o avanço europeu no continente.
  5. A Etiópia conquistou reconhecimento global por ter sido a única nação africana a participar da Conferência de Berlim, ocorrida entre os anos de 1884 e 1885.

Gabarito: A — A Etiópia se tornou um importante símbolo de luta e independência para pessoas africanas e afrodescendentes por ter sido um dos únicos estados africanos a resguardar sua soberania durante o processo conhecido como “Partilha da África”.

Com a vitória de Menelik II sobre a Itália em Adwa (1896), a Etiópia preservou sua soberania durante a Partilha da África, tornando-se símbolo de resistência e independência para africanos e afrodescendentes, como atesta o jornal negro paulista; em 1935 a Etiópia foi ocupada pela Itália fascista, não vitoriosa.

22. A doutrina de “Destino Manifesto” surgiu nos Estados Unidos no século XIX e se tornou influente no pensamento político daquele país. Nesse contexto, “Destino Manifesto” designa uma doutrina:

  1. anticolonial que visa resguardar a autonomia e a soberania das Américas contra a interferência das nações europeias.
  2. pan-americanista e busca a união política entre os Estados da América Latina e da América do Norte.
  3. de excepcionalismo dos Estados Unidos baseada em argumentos religiosos e civilizacionais.
  4. emancipatória que propunha a abolição da escravidão nas Américas e a demarcação de terras indígenas.
  5. revolucionária que defendia a independência dos Estados Unidos e o fim das relações políticas com o Império Britânico.

Gabarito: C — de excepcionalismo dos Estados Unidos baseada em argumentos religiosos e civilizacionais.

O Destino Manifesto foi a doutrina expansionista norte-americana do século XIX segundo a qual os EUA teriam, por determinação divina e superioridade civilizacional, o destino de expandir-se pelo continente — um excepcionalismo de base religiosa e civilizacional.

23. Considere a seguir o excerto do artigo da historiadora Violeta Loureiro sobre a região amazônica: De todos, o mito mais persistente [sobre a Amazônia] parece ter sido sempre o da superabundância e da resistência da natureza da região [...]. (LOUREIRO, Violeta Refkalefsky. Amazônia: uma história de perdas e danos, um futuro a (re)construir. Estudos Avançados, v. 16, n. 45, p. 108, 2002.) Conforme os conhecimentos sobre a história do Brasil, do período colonial ao republicano, considere as seguintes afirmativas referentes às atividades econômicas exercidas na região amazônica: 1. A exploração das drogas do sertão fez parte do processo de interiorização da colonização portuguesa e utilizou mão de obra indígena no século XVII. 2. A atividade mineradora na região no século XVIII foi intensa e teve mão de obra escravizada africana que usou o ouro para comprar sua alforria. 3. O extrativismo do látex voltou-se para suprir a demanda industrial ocidental na virada do século XIX para o XX e atraiu contingentes de migrantes nordestinos. 4. A rodovia Transamazônica e a atividade industrial nos anos 1970 seguiram o projeto de desenvolvimento sustentado liderado por povos indígenas. Assinale a alternativa correta.

  1. Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
  2. Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
  3. Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
  4. Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.
  5. As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Gabarito: B — Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.

As afirmativas 1 (drogas do sertão, interiorização e mão de obra indígena no século XVII) e 3 (ciclo da borracha atendendo à indústria ocidental e atraindo nordestinos) são corretas; a 2 descreve a mineração de Minas Gerais, não da Amazônia, e a 4 é falsa, pois a Transamazônica foi projeto da ditadura militar, não liderado por povos indígenas.

24. Considere o excerto que a historiadora Lilia Schwarcz escreveu sobre a Independência do Brasil em 1822: A independência brasileira resultou, além do mais, de um projeto muito conservador que pretendia manter, mais do que mudar. (SCHWARCZ, Lilia. 2022 é aqui e agora. Nexo Jornal, São Paulo, 17 jan. 2022.) A partir dos conhecimentos sobre o período da Independência do Brasil e do período do Império brasileiro, assinale a alternativa que indica corretamente aspectos que o referido projeto conservador manteve no Brasil após a Independência.

  1. O sistema imperialista, a propriedade colonial e o poder moderador.
  2. O sistema feudalista, a propriedade comunal e o gabinete de conciliação.
  3. O sistema mercantilista, a propriedade estatal e o parlamentarismo às avessas.
  4. O sistema oligopolista, a propriedade multicultora e a política do café-com-leite.
  5. O sistema escravista, a propriedade latifundiária e a política restrita à elite.

Gabarito: E — O sistema escravista, a propriedade latifundiária e a política restrita à elite.

A Independência conduzida pelas elites preservou as estruturas coloniais: a escravidão, o latifúndio e o monopólio do poder político pela elite agrária — continuidades centrais do Império brasileiro.

25. Considere os dois excertos a seguir sobre o tema do racismo no período da Idade Contemporânea: O homem é antes de agir; nada que ele faça pode mudar o que ele é. Esta, grosso modo, é a essência filosófica do racismo. (BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e Holocausto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. p. 82.) [...] quer o racismo resulte de uma catástrofe, quer seja instrumento consciente para provocá-la, está sempre intimamente ligado ao desprezo pelo trabalho, à rejeição de limitações de posse, ao desarraigamento geral e à fé na divina escolha do seu grupo. (ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo. São Paulo: Cia das Letras, 2009. p. 227.) A ideologia racial foi um componente político fundamental no desenvolvimento do nazismo. Outro exemplo histórico em que a ideologia racial desempenhou papel importante é o:

  1. mendelismo russo.
  2. imperialismo britânico.
  3. lamarckismo estadunidense.
  4. sanitarismo brasileiro.
  5. naturalismo português.

Gabarito: B — imperialismo britânico.

O imperialismo britânico do século XIX apoiou-se em ideologias raciais (suposta superioridade da “raça” branca, darwinismo social, o “fardo do homem branco”) para justificar a dominação colonial — papel político da ideologia racial análogo ao do nazismo.

26. O ano de 1922 foi um marco na história do Brasil devido ao surgimento de diferentes movimentos sociais, políticos e culturais. Assinale a alternativa que indica corretamente dois desses movimentos surgidos na década de 1920 no Brasil e seus respectivos desdobramentos em décadas posteriores.

  1. O modernismo antropofágico, que inspirou o Tropicalismo; e o verdeamarelismo, que originou o Integralismo.
  2. O modernismo expressionista, que inspirou o Surrealismo; e o realismo fantástico, que originou o Regionalismo.
  3. O modernismo futurista, que inspirou o Neoconcretismo; e o cubismo, que originou o Psicodelismo.
  4. O modernismo simbolista, que inspirou o Goticismo; e o indigenismo, que originou o Primitivismo.
  5. O modernismo dadaísta, que inspirou o Abstracionismo; e o fauvismo, que originou o Muralismo.

Gabarito: A — O modernismo antropofágico, que inspirou o Tropicalismo; e o verdeamarelismo, que originou o Integralismo.

A Antropofagia de Oswald de Andrade (Movimento Antropofágico, anos 1920) inspirou o Tropicalismo dos anos 1960, e o nacionalismo verdeamarelista dos anos 1920 desaguou na Ação Integralista Brasileira de Plínio Salgado nos anos 1930.

27. Considere a seguir o excerto do texto sobre o Movimento Tenentista: O Tenentismo foi um catalisador do descontentamento de importantes setores da sociedade brasileira durante a década de 1920. (FAGUNDES, Pedro Ernesto. Movimento tenentista: um debate historiográfico. Revista Espaço Acadêmico, n. 108, p. 133, maio 2020.) Conforme os conhecimentos sobre o movimento tenentista nos anos 1920 e 1930 no Brasil, três fatores de descontentamento que suscitaram a reação do tenentismo na esfera pública são:

  1. a dominação da política nacional por aristocracias nobiliárquicas, o federalismo e as ações dos cangaceiros.
  2. a dominação da política nacional por elites industriais, o patrimonialismo e as milícias paramilitares.
  3. a dominação da política nacional por cúpulas militares, o gerencialismo e as perseguições comunistas.
  4. a dominação da política nacional por oligarquias rurais, o coronelismo e as fraudes eleitorais.
  5. a dominação da política nacional por autocracias urbanas, o corporativismo e as revoltas trabalhistas.

Gabarito: D — a dominação da política nacional por oligarquias rurais, o coronelismo e as fraudes eleitorais.

O tenentismo reagiu contra as mazelas da República Velha: a dominação política das oligarquias rurais (política do café-com-leite), o coronelismo e as fraudes eleitorais sistemáticas.

O texto a seguir é referência para as questões 28 a 36. Em todas as questões, as medições são feitas por um referencial inercial. O módulo da aceleração gravitacional é representado por g. Onde for necessário, use g = 10 m/s² para o módulo da aceleração gravitacional.

28. Ao apresentar informações sobre grandezas físicas, a correta utilização de unidades de medida é tão importante quanto os valores numéricos dessas grandezas. O uso incorreto da unidade de medida pode alterar consideravelmente os resultados obtidos numa dada medida, podendo, inclusive, invalidar o processo. Considerando essas informações, uma unidade de medida de comprimento é o/a:

  1. ano-luz.
  2. atmosfera.
  3. tesla.
  4. watt.
  5. hertz.

Gabarito: A — ano-luz.

Ano-luz é a distância que a luz percorre no vácuo em um ano — unidade de comprimento; atmosfera mede pressão, tesla mede campo magnético, watt mede potência e hertz mede frequência.

29. Uma partícula com uma carga elétrica Q = 1,6 × 10⁻¹⁹ C tem uma velocidade de módulo v = 5,0 × 10⁴ m/s. Num dado instante, ela entra numa região onde há um campo magnético de módulo B = 10 mT. Nesse instante, o ângulo entre o campo magnético e a velocidade da partícula vale θ, e sabe-se que cos θ = 0,80 e sen θ = 0,60. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente o valor do módulo F da força magnética que surge sobre a partícula quando ela entra na região onde há o campo magnético.

  1. F = 1,6 × 10⁻¹⁷ N.
  2. F = 3,2 × 10⁻¹⁷ N.
  3. F = 4,8 × 10⁻¹⁷ N.
  4. F = 6,4 × 10⁻¹⁷ N.
  5. F = 8,0 × 10⁻¹⁷ N.

Gabarito: C — F = 4,8 × 10⁻¹⁷ N.

A força magnética é F = Q·v·B·sen θ = 1,6×10⁻¹⁹ × 5,0×10⁴ × 10×10⁻³ × 0,60 = 4,8×10⁻¹⁷ N.

30. Uma barra metálica retilínea tem um comprimento inicial L₀ a uma temperatura T₀. O material do qual a barra é feita tem um coeficiente de dilatação linear térmico de valor α = 5 × 10⁻⁶ °C⁻¹. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente o valor da variação de temperatura ΔT necessária para que essa barra apresente uma variação ΔL em seu comprimento igual a 0,2% de seu comprimento inicial.

  1. ΔT = 500°C.
  2. ΔT = 400°C.
  3. ΔT = 300°C.
  4. ΔT = 200°C.
  5. ΔT = 100°C.

Gabarito: B — ΔT = 400°C.

Da dilatação linear ΔL = L₀·α·ΔT, com ΔL/L₀ = 0,2% = 0,002, tem-se ΔT = 0,002/(5×10⁻⁶) = 400 °C.

31. Um objeto de massa m constante está inicialmente parado sobre uma pista retilínea horizontal. Sobre ele passa a agir, num dado instante, uma força resultante constante de módulo F, também horizontal, paralela à pista, que produz no objeto um deslocamento d ao longo da pista. A atuação da força cessa após produzir o deslocamento d. Sabe-se que m = 500 g, F = 160 N e d = 10 cm. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente o valor do módulo v da velocidade do objeto após ele sofrer o deslocamento d.

  1. v = 2 m/s.
  2. v = 6 m/s.
  3. v = 8 m/s.
  4. v = 10 m/s.
  5. v = 16 m/s.

Gabarito: C — v = 8 m/s.

Pelo teorema trabalho-energia, F·d = ½mv²: 160 × 0,10 = 16 J = ½ × 0,5 × v², logo v² = 64 e v = 8 m/s.

32. Um dado resistor ôhmico, de resistência R, quando submetido a uma tensão V₁ = 5 V, dissipa uma potência P₁. Se o mesmo resistor for submetido a uma tensão V₂ = 10 V, a potência dissipada será P₂. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação entre as potências dissipadas.

  1. P₂ = P₁/2.
  2. P₂ = P₁.
  3. P₂ = 2P₁.
  4. P₂ = 4P₁.
  5. P₂ = 10P₁.

Gabarito: D — P₂ = 4P₁.

Num resistor ôhmico P = V²/R; dobrando a tensão de 5 V para 10 V, a potência dissipada quadruplica: P₂ = (10/5)²P₁ = 4P₁.

33. A figura a seguir mostra uma prancha retilínea AB que deve ser mantida na horizontal, em equilíbrio estático. O peso da prancha pode ser desprezado em comparação com as outras forças envolvidas. A prancha está apoiada num suporte triangular no ponto C, e sobre ela está colocado um objeto (que pode ser considerado pontual) de massa m = 2,0 kg a uma distância d₁ = 3,0 m do suporte em C. Do outro lado do suporte, há uma força vertical F⃗ orientada para baixo, de módulo F = 15 N, que está aplicada na prancha num ponto que está a uma distância d₂ do suporte em C. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente o valor da distância d₂ para que a prancha seja mantida em equilíbrio estático.

  1. d₂ = 0,4 m.
  2. d₂ = 0,8 m.
  3. d₂ = 2,0 m.
  4. d₂ = 2,4 m.
  5. d₂ = 4,0 m.

Gabarito: E — d₂ = 4,0 m.

No equilíbrio estático, os torques em relação a C se anulam: m·g·d₁ = F·d₂ → 2,0 × 10 × 3,0 = 15 × d₂, logo d₂ = 60/15 = 4,0 m.

34. Num dado local, a velocidade do som vale vs = 340 m/s. Considerando essa informação, assinale a alternativa que apresenta corretamente o valor do comprimento de onda de uma onda sonora produzida nesse local e que tenha um período T = 20 ms.

  1. λ = 1,7 m.
  2. λ = 3,4 m.
  3. λ = 6,8 m.
  4. λ = 17 m.
  5. λ = 34 m.

Gabarito: C — λ = 6,8 m.

O comprimento de onda é λ = v·T = 340 × 0,020 = 6,8 m.

35. Um objeto de massa m constante se move sobre uma pista retilínea, paralela ao eixo x. No instante t₁ = 2 s, esse objeto está na posição x₁ = 10 cm. No instante t₂ = 6 s, ele é encontrado na posição x₂ = 20 cm. Sabe-se que em todo o movimento a força resultante sobre o objeto é nula. Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta corretamente o valor da velocidade v desse objeto durante esse movimento.

  1. v = 2,5 cm/s.
  2. v = 4,0 cm/s.
  3. v = 5,0 cm/s.
  4. v = 7,5 cm/s.
  5. v = 10 cm/s.

Gabarito: A — v = 2,5 cm/s.

Com força resultante nula, o movimento é retilíneo e uniforme: v = Δx/Δt = (20 − 10) cm/(6 − 2) s = 2,5 cm/s.

36. Um raio luminoso se propaga de forma retilínea em um dado meio com uma velocidade de módulo v = 5 × 10⁶ m/s. Sabendo que a velocidade da luz no vácuo vale, em módulo, v = 3 × 10⁸ m/s, e considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente o valor do índice de refração n desse material.

  1. n = 6.
  2. n = 12.
  3. n = 20.
  4. n = 30.
  5. n = 60.

Gabarito: E — n = 60.

O índice de refração é n = c/v = 3 × 10⁸ / 5 × 10⁶ = 60.

O texto a seguir é referência para as questões 37 a 41. O tédio profundo 1 O excesso de positividade se manifesta também como excesso de estímulos, informações e impulsos. Modifica radicalmente a 2 estrutura e economia da atenção. Com isso se fragmenta e destrói a atenção. Também a crescente sobrecarga de trabalho torna 3 necessária uma técnica específica relacionada ao tempo e à atenção, que tem efeitos novamente na estrutura da atenção. A técnica 4 temporal e de atenção multitasking (multitarefa) não representa nenhum progresso civilizatório. A multitarefa não é uma capacidade 5 para a qual só seria capaz o homem na sociedade trabalhista e de informação pós-moderna. Trata-se antes de um retrocesso. A 6 multitarefa está amplamente disseminada entre os animais em estado selvagem. Trata-se de uma técnica de atenção, indispensável 7 para sobreviver na vida selvagem. 8 Um animal ocupado no exercício da mastigação de sua comida tem de ocupar-se ao mesmo tempo com outras atividades. Deve 9 cuidar para que, ao comer, ele próprio não acabe comido. Na vida selvagem, o animal está obrigado a dividir sua atenção em 10 diversas atividades. Por isso, não é capaz de aprofundamento contemplativo – nem para comer, nem no copular. O animal não 11 pode mergulhar contemplativamente no que tem diante de si, pois tem de elaborar ao mesmo tempo o que tem atrás de si. Não 12 apenas a multitarefa, mas também atividades como jogos de computador geram uma atenção ampla, mas rasa, que se assemelha 13 à atenção de um animal selvagem. As mais recentes evoluções sociais e a mudança de estrutura da atenção aproximam cada vez 14 mais a sociedade humana da vida selvagem. (Extraído e Adaptado de: HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017. p. 31-32.)

37. Considere o seguinte excerto do texto: Também a crescente sobrecarga de trabalho torna necessária uma técnica específica relacionada ao tempo e à atenção, que tem efeitos novamente na estrutura da atenção. Nessa passagem, o autor aponta um efeito de:

  1. sucessividade.
  2. proporcionalidade.
  3. circularidade.
  4. relativização.
  5. acréscimo.

Gabarito: C — circularidade.

A sobrecarga de trabalho exige uma técnica de tempo/atenção que, por sua vez, retroage sobre a estrutura da atenção que a demandou — uma relação de circularidade, em que causa e efeito se realimentam.

38. No excerto O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante de si, pois tem de elaborar ao mesmo tempo o que tem atrás de si, é correto afirmar, a respeito das expressões grifadas, que no texto:

  1. ambas apresentam sentido metafórico.
  2. ambas funcionam como complemento verbal.
  3. a primeira funciona como complemento verbal e a segunda, como circunstância de lugar.
  4. a primeira exprime ação e a segunda, posse.
  5. na primeira o sentido é metafórico e na segunda, denotativo.

Gabarito: E — na primeira o sentido é metafórico e na segunda, denotativo.

“Mergulhar contemplativamente” emprega “mergulhar” em sentido figurado (metafórico) de concentração absoluta; já “o que tem atrás de si” indica a posição espacial real do animal em relação a predadores, em sentido denotativo.

O texto a seguir é referência para as questões 37 a 41. O tédio profundo O excesso de positividade se manifesta também como excesso de estímulos, informações e impulsos. Modifica radicalmente a estrutura e economia da atenção. Com isso se fragmenta e destrói a atenção. Também a crescente sobrecarga de trabalho torna necessária uma técnica específica relacionada ao tempo e à atenção, que tem efeitos novamente na estrutura da atenção. A técnica temporal e de atenção multitasking (multitarefa) não representa nenhum progresso civilizatório. A multitarefa não é uma capacidade para a qual só seria capaz o homem na sociedade trabalhista e de informação pós-moderna. Trata-se antes de um retrocesso. A multitarefa está amplamente disseminada entre os animais em estado selvagem. Trata-se de uma técnica de atenção, indispensável para sobreviver na vida selvagem. Um animal ocupado no exercício da mastigação de sua comida tem de ocupar-se ao mesmo tempo com outras atividades. Deve cuidar para que, ao comer, ele próprio não acabe comido. Na vida selvagem, o animal está obrigado a dividir sua atenção em diversas atividades. Por isso, não é capaz de aprofundamento contemplativo – nem para comer, nem no copular. O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante de si, pois tem de elaborar ao mesmo tempo o que tem atrás de si. Não apenas a multitarefa, mas também atividades como jogos de computador geram uma atenção ampla, mas rasa, que se assemelha à atenção de um animal selvagem. As mais recentes evoluções sociais e a mudança de estrutura da atenção aproximam cada vez mais a sociedade humana da vida selvagem. (Extraído e Adaptado de: HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017. p. 31-32.)

39. Para a adequada interpretação do texto, é necessário identificar a que informações, apresentadas previamente, correspondem algumas expressões de sentido vago e empregadas pelo autor. Isso posto, considere as seguintes afirmativas: 1. Na expressão “para que”, linha 9, “que” é pronome relativo cujo referente é “ele próprio”. 2. O termo destacado na expressão “trata-se”, linha 6, refere-se a “técnica de atenção”. 3. O termo grifado na expressão “que se assemelha”, linha 12, é marca de indeterminação. 4. “Por isso”, linha 10, estabelece relação conclusiva com o período imediatamente anterior. Assinale a alternativa correta.

  1. Somente a afirmativa 4 é verdadeira.
  2. Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
  3. Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
  4. Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
  5. As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Gabarito: A — Somente a afirmativa 4 é verdadeira.

O gabarito marca que apenas a afirmativa 4 é verdadeira: “Por isso” introduz, de fato, uma conclusão em relação ao período anterior; as demais afirmativas descrevem incorretamente os termos destacados.

40. Assinale a alternativa que recupera a tese central do texto de Byung-Chul Han.

  1. A vida na sociedade pós-moderna é mais diversificada que a de épocas mais remotas e não apresentou progresso civilizatório.
  2. A sociedade humana, assim como a vida selvagem, exige a execução de multitarefas, por isso não desenvolve a contemplação.
  3. A estrutura da atenção humana em relação ao controle do tempo para execução de múltiplas tarefas foi redimensionada positivamente.
  4. A sobrecarga de tarefas demanda atenção específica e tempo dispendido diferenciado tanto para a vida selvagem quanto para a sociedade humana.
  5. As mudanças na estrutura de atenção humana, atualmente, ao invés de serem um ganho civilizatório apresentam um retorno ao comportamento animal.

Gabarito: E — As mudanças na estrutura de atenção humana, atualmente, ao invés de serem um ganho civilizatório apresentam um retorno ao comportamento animal.

A tese do texto é que a multitarefa e a nova estrutura da atenção representam um retrocesso civilizatório, aproximando a sociedade humana da vida selvagem, o que corresponde à alternativa E.

41. Considere as seguintes sequências extraídas do texto: O excesso de positividade se manifesta também como excesso de estímulos [...]; A multitarefa está amplamente disseminada entre os animais em estado selvagem. Assinale a alternativa cujos termos podem substituir, respectivamente, os vocábulos grifados, na acepção que lhes confere o texto.

  1. otimismo; difundida.
  2. firmeza; transmitida.
  3. expectativa; alastrada.
  4. confiança; revelada.
  5. positivismo; dissipada.

Gabarito: A — otimismo; difundida.

No contexto, “positividade” tem o sentido de otimismo e “disseminada” equivale a difundida, como registra a alternativa assinalada no gabarito.

42. Considere os seguintes versos da música “O Quereres”, de Caetano Veloso: Onde queres revólver, sou coqueiro E onde queres dinheiro, sou paixão Onde queres descanso, sou desejo E onde sou só desejo, queres não E onde não queres nada, nada falta E onde voas bem alta, eu sou o chão E onde pisas o chão, minha alma salta E ganha liberdade na amplidão. Assinale a alternativa que aponta, respectivamente, o recurso estilístico empregado pelo compositor e o efeito de sentido pretendido.

  1. sinestesia, desejo de empatia com a posição do outro.
  2. antítese, constatação da diferença de opiniões.
  3. paradoxo, reforço das posições dos interlocutores.
  4. eufemismo, cuidado ao expor posições antagônicas.
  5. repetição, surpresa em relação às posições dos sujeitos envolvidos.

Gabarito: B — antítese, constatação da diferença de opiniões.

Os versos opõem termos contrastantes (revólver/coqueiro, dinheiro/paixão, descanso/desejo), configurando antítese que evidencia a diferença de posições entre os sujeitos, conforme o gabarito.

43. Considere os versos da canção “Laranja Madura”, de Ataulfo Alves: “Laranja madura na beira da estrada Tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé” Assinale, dentre as alternativas a seguir, aquela que traz o ditado popular cujo sentido se assemelha aos versos de Ataulfo Alves.

  1. A cavalo dado não se olham os dentes.
  2. Quem ama o feio bonito lhe parece.
  3. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
  4. Um dia é da caça, outro, do caçador.
  5. Quando a esmola é demais, o santo desconfia.

Gabarito: E — Quando a esmola é demais, o santo desconfia.

Os versos alertam para desconfiar de algo bom demais ao alcance fácil (a laranja madura à beira da estrada deve ter defeito), sentido equivalente ao ditado assinalado no gabarito.

O texto a seguir é referência para as questões 44 a 48. A fronteira tênue entre heróis e vilões O conceito de herói está profundamente ligado à cultura que o criou e a quando foi criado, o que significa que ele varia muito de lugar para lugar e de época para época. Mesmo assim, a figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras, sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de determinado povo. Apesar do protagonismo do herói, o que seria dele se não houvesse um vilão? Nas narrativas, o vilão costuma ser o antagonista. Os vilões representam aquilo que é errado, injusto, que foge à moral defendida pelo herói. Por não carregar o protagonismo das histórias, o vilão costuma ser um personagem sem profundidade, sem dilemas, sem uma história que nos explique o porquê de suas ações. E isso reforça sua vilania. Conhecer a história de alguém é um processo humanizador, capaz até de revogar a alcunha de vilão e conferir ao personagem o título de herói, ou só de uma pessoa comum que tem seus defeitos e qualidades. Assim, uma maneira de fabricar vilões é não deixar suas histórias serem contadas, é criar uma imagem sobre esses personagens e mantê-los em silêncio. (MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. A fronteira tênue entre heróis e vilões. Ciência hoje, Rio de Janeiro, 21 nov. 2021. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/a-fronteira-tenue-entre-herois-e-viloes/. Adaptado.)

44. Observe as seguintes afirmativas, relacionadas ao texto. 1. Uma possível razão pela qual gostamos tanto de vilões é que os padrões morais de nossa sociedade são injustos e pouco profundos. 2. Como a figura do herói e a figura do vilão representam características morais antagônicas, são figuras complementares em uma narrativa. 3. O conceito de “herói” é variável porque está intimamente relacionado à cultura do povo que o criou e ao momento histórico em que foi criado. Assinale a alternativa correta.

  1. Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
  2. Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
  3. Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
  4. Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
  5. As afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.

Gabarito: D — Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.

O gabarito indica como verdadeiras apenas as afirmativas 2 e 3, que têm respaldo no texto; a afirmativa 1 não encontra correspondência no que o autor defende.

45. Assinale a alternativa que contém a afirmativa que resume adequadamente o argumento central do texto.

  1. Os heróis são personagens protagonistas das narrativas porque refletem todas as características que os humanos gostariam de ter.
  2. Os vilões são personagens rasos porque representam seres humanos comuns, com defeitos condenáveis e qualidades que devem ser exaltadas.
  3. Humanizar um vilão faz com que ele se torne protagonista de uma narrativa e que as pessoas passem a gostar mais dele do que do herói.
  4. O silenciamento sobre a história de um indivíduo é estratégia eficaz para vilanizá-lo e é utilizado por narrativas que criam vilões na ficção e na realidade.
  5. A figura do herói aparece em narrativas produzidas por diferentes sociedades e em diferentes momentos históricos, por isso eles são protagonistas.

Gabarito: D — O silenciamento sobre a história de um indivíduo é estratégia eficaz para vilanizá-lo e é utilizado por narrativas que criam vilões na ficção e na realidade.

O argumento central do texto é que fabricar vilões passa por impedir que suas histórias sejam contadas, mantendo-os em silêncio — síntese presente na alternativa assinalada.

46. Os termos sublinhados no texto – “antagonista”, “revogar” e “alcunha” – podem ser respectivamente substituídos, sem prejuízo de sentido, por:

  1. alinhado, invalidar, característica.
  2. opositor, anular, pecha.
  3. simpatizante, corroborar, designação.
  4. inimigo, invalidar, titulação.
  5. adversário, revisar, distinção.

Gabarito: B — opositor, anular, pecha.

Em contexto, “antagonista” equivale a opositor, “revogar” a anular e “alcunha” a pecha, correspondência registrada pela alternativa do gabarito.

47. Assinale a alternativa que contém os elementos a que apontam, respectivamente, os termos “ele”, “seus” e “suas”, destacados no texto.

  1. conceito de herói, pessoa comum, qualidades.
  2. herói, personagem, maneira.
  3. conceito de herói, pessoa comum, vilões.
  4. herói, personagem, vilões.
  5. conceito de herói, personagem, maneira.

Gabarito: C — conceito de herói, pessoa comum, vilões.

Segundo o gabarito, “ele” retoma “conceito de herói”, “seus” refere-se a “pessoa comum” e “suas” remete a “vilões”.

48. Considere o primeiro parágrafo do texto: O conceito de herói está profundamente ligado à cultura que o criou e a quando foi criado, o que significa que ele varia muito de lugar para lugar e de época para época. Mesmo assim, a figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras, sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de determinado povo. Assinale, dentre as alternativas abaixo, aquela que caracteriza a relação semântica que a conjunção sublinhada estabelece entre as orações conectadas.

  1. Consequência.
  2. Oposição.
  3. Igualdade.
  4. Finalidade.
  5. Comparação.

Gabarito: B — Oposição.

A conjunção “Mesmo assim” introduz ideia que contrasta com a oração anterior, estabelecendo relação de oposição (concessiva), como assinala o gabarito.

49. O livro Últimos Cantos, de Gonçalves Dias, reúne poemas de gêneros e temáticas variados. Há elegia, idílio, poema épico, lírico, de temática nacionalista, indianista, amorosa, etc. Em cada alternativa abaixo, há uma estrofe de um poema desse livro; entre parênteses está o título do poema. Citam-se estrofes de poemas narrativos e apenas uma estrofe de poema não narrativo. Assinale a alternativa que contém uma estrofe não narrativa. (DIAS, Gonçalves. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998.)

  1. “Eu sob a copa da mangueira altiva/ Nosso leito gentil cobri zelosa/ Com mimoso tapiz de folhas brandas,/ Onde o frouxo luar brinca entre flores.” (Leito de Folhas Verdes).
  2. “Meu pai a meu lado/ Já cego e quebrado,/ De penas ralado,/ Firmava-se em mi:/ Nós ambos, mesquinhos,/ Por ínvios caminhos,/ Cobertos d’espinhos/ Chegamos aqui!” (I-Juca-Pirama).
  3. “Vem meu amigo, dizia/ A bela fada engraçada,/ Pulsando a harpa dourada:/ — Sou boa, não faço mal,/ Vem ver meus belos palácios,/ Meus domínios dilatados,/ Meus tesouros encantados/ No meu reino de cristal.” (A Mãe d’Água).
  4. “Para as serras do Gerez/ Toca a rês,/ Toca a rês, gentil pastora;/ Lá te aguarda o bom pastor,/ Teu amor,/ Que te chama encantadora.” (A pastora).
  5. “Beijos que são? — Ai do peito,/ Selo breve, laço estreito/ Dum cansado bem querer;/ Saibo de gozos divinos,/ Que nos lábios femininos/ Quis Deus bondoso verter.” (Os beijos).

Gabarito: E — “Beijos que são? — Ai do peito,/ Selo breve, laço estreito/ Dum cansado bem querer;/ Saibo de gozos divinos,/ Que nos lábios femininos/ Quis Deus bondoso verter.” (Os beijos).

A estrofe de “Os beijos” é de natureza lírica e reflexiva, sem narrar uma sequência de acontecimentos, ao contrário das demais, extraídas de poemas narrativos.

50. Assinale a alternativa que reúne informações corretas a respeito do enredo e de personagens do romance Casa de Pensão (1884), de Aluísio Azevedo.

  1. Hortênsia adoeceu gravemente quando Amâncio, seu noivo, viajou do Maranhão para o Rio de Janeiro; a doença motivou sua aproximação do médico com quem ela acabou se casando.
  2. Amélia, irmã de João Coqueiros, era desprezada pelos hóspedes da casa de pensão, mas passou a ser tratada com respeito quando revelou conhecer seus segredos, dentre eles o caso amoroso entre Amâncio e uma mulher casada.
  3. Nini, filha de madame Brizard, tornou-se histérica depois da morte de seu filho; durante crises nervosas, ela comete atos inesperados, como quando agarrou Amâncio no corredor da casa de pensão.
  4. Lúcia, esposa do banqueiro Campos, passou a morar na casa de pensão depois da falência do marido; lá ela se envolveu com Amâncio, com quem tinha planos de fugir depois que o amante recebesse a herança do pai.
  5. Ângela, tendo ficado sozinha depois da morte do marido, mudou-se para o Rio de Janeiro por insistência do filho, Amâncio, mas isso provocou a saída dele da casa de pensão e o rompimento de planos amorosos.

Gabarito: C — Nini, filha de madame Brizard, tornou-se histérica depois da morte de seu filho; durante crises nervosas, ela comete atos inesperados, como quando agarrou Amâncio no corredor da casa de pensão.

O gabarito confirma que a alternativa C descreve corretamente episódio do romance: Nini, filha de madame Brizard, em crises nervosas após a morte do filho, agarrou Amâncio no corredor da pensão.

51. Assinale a alternativa correta a respeito de Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto.

  1. Severino constata a presença reiterada da morte em seu percurso e afirma: “só a morte deparei / e às vezes até festiva”; a festa a que ele se refere comemorava o Dia de Finados, também conhecido como Dia dos Mortos.
  2. Chegando à Zona da Mata, Severino se anima ao perceber que os rios que correm naquela região não se interrompem, o que torna a terra mais fértil, porém em seguida ele se depara com mais um enterro.
  3. Após escutar uma conversa entre dois coveiros que trabalham em cemitérios de Recife, Severino compreende que só a morte pode igualar as pessoas, pois, a partir do momento em que os corpos são enterrados, as diferenças sociais deixam de existir.
  4. O auto se encerra com uma fala em que, antevendo que seu filho recém-nascido teria uma vida tão difícil quanto a do retirante que ele conhecera um pouco antes, Seu José pergunta se não seria melhor para Severino desistir de viver.
  5. As referências ao tamanho pequeno das covas nos cemitérios do interior, como por exemplo em “Esta cova em que estás / com palmos medida”, relacionam-se ao tamanho dos próprios versos de Morte e vida severina, que têm sempre a mesma medida.

Gabarito: B — Chegando à Zona da Mata, Severino se anima ao perceber que os rios que correm naquela região não se interrompem, o que torna a terra mais fértil, porém em seguida ele se depara com mais um enterro.

Conforme o gabarito, ao chegar à Zona da Mata, Severino nota que os rios não se interrompem, tornando a terra mais fértil, mas logo se depara com mais um enterro, o que corresponde à obra.

52. Considere o seguinte texto: ... As vezes mudam algumas famílias para a favela, com crianças. No inicio são iducadas, amaveis. Dias depois usam o calão, são soezes e repugnantes. São diamantes que transformam em chumbo. Transformam-se em objetos que estavam na sala de visita e foram para o quarto de despejo. (JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. p. 38.) A respeito de Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus, considere as seguintes afirmativas: 1. Carolina acredita que a vida na favela é perniciosa para a formação das crianças, porém, como ali não chegam informações relevantes sobre a vida pública, ela é incapaz de emitir opiniões políticas ou de se revoltar. 2. João, José Carlos e Vera tendem a se “transformar em chumbo” porque, ao priorizar a escrita e divulgação de seu diário, Carolina muitas vezes descuida das atividades domésticas e da atenção aos próprios filhos. 3. A metáfora “quarto de despejo” é repetida em várias passagens do diário para significar a exclusão, o não pertencimento a espaços em que a dignidade da vida humana estivesse garantida. 4. Palavras escritas sem obediência à norma padrão aparecem com frequência, porém os raciocínios que a autora elabora são complexos e o cotidiano é muitas vezes descrito com lirismo. Assinale a alternativa correta.

  1. Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
  2. Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
  3. Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
  4. Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.
  5. As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Gabarito: C — Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.

O gabarito valida apenas as afirmativas 3 e 4: a metáfora do quarto de despejo significa exclusão, e a escrita fora da norma convive com raciocínios complexos e lirismo no diário.

53. Considere, a seguir, dois trechos de Sagarana, de João Guimarães Rosa, extraídos de “Corpo fechado” e “A hora e vez de Augusto Matraga”, respectivamente. E, quando espiei outra vez, vi exato: Targino, fixo, como um manequim, e Manuel Fulô pulando nele e o esfaqueando, pela altura do peito – tudo com rara elegância e suma precisão. Targino girou na perna esquerda ceifando o ar com a direita; capotou; e desviveu, num átimo. Seu rosto guardou um ar de temor salutar. – Conheceu, diabo, o que é raça de Peixoto?! (ROSA, João Guimarães. Corpo fechado. In: ______. Sagarana. Ficção completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 400. v. 1.) Mas Nhô Augusto tinha o rosto radiante, e falou: – Perguntem quem é que aí algum dia ouviu falar no nome de Nhô Augusto Esteves, das Pindaíbas? – Virgem Santa! Eu logo vi que só podia ser você, meu primo Nhô Augusto... Era o João Lomba, conhecido velho e meio parente. Nhô Augusto riu: – E hein, hein João?! – P’ ra ver... Então Augusto Matraga fechou um pouco os olhos, com sorriso intenso nos lábios lambuzados de sangue, e de seu rosto subia um sério contentamento. Daí mais, olhou, procurando João Lomba, e disse, agora sussurrando, sumido: – Põe a benção na minha filha...seja lá onde for que ela esteja...E, Dionora...Fala com a Dionora que está tudo em ordem! Depois morreu. (ROSA, João Guimarães. A hora e a vez de Augusto Matraga. In: ______. Sagarana. Ficção completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 462. v. 1.) Com base nas informações apresentadas e na obra completa, assinale a alternativa correta.

  1. Jureminho mata Matraga motivado pela disputa interna que travavam para conquistar a liderança do bando de jagunços, após a morte do antigo chefe, Seu Joãozinho Bem-Bem.
  2. O fazendeiro Joãozinho Bem-Bem contratou Manuel Fulô, famoso jagunço da localidade, para assassinar Targino, por causa de uma disputa de terras que havia entre os dois.
  3. Matraga repete o seu lema “todo mundo tem sua hora e sua vez”, fazendo alusão ao dia em que faria seu acerto de contas com João Lomba, que lhe havia roubado a mulher, Dona Dionora.
  4. Targino, mesmo com o corpo fechado por seu grupo de ciganos, não consegue se livrar da morte no duelo com Manuel Fulô, provocado pela disputa da égua Beija-Fulô.
  5. A morte de Matraga é o desfecho de um combate que resulta em morte dupla, sinalizando a redenção que Nhô Augusto prenuncia quando diz “P’ra o céu eu vou, nem que seja a porrete!...”.

Gabarito: E — A morte de Matraga é o desfecho de um combate que resulta em morte dupla, sinalizando a redenção que Nhô Augusto prenuncia quando diz “P’ra o céu eu vou, nem que seja a porrete!...”.

O gabarito confirma que a morte de Matraga resulta de combate de morte dupla, configurando a redenção anunciada pela fala “P’ra o céu eu vou, nem que seja a porrete!...”.

54. Leia o poema a seguir. Tenho quebrado copos Tenho quebrado copos é o que tenho feito raramente me machuco embora uma vez sim uma vez quebrei um copo com as mãos era frágil demais foi o que pensei era feito para quebrar-se foi o que pensei e não: eu fui feita para quebrar em geral eles apenas se espatifam na pia entre a louça branca e os talheres (esses não quebram nunca) ou no chão espalhando-se então com um baque luminoso tenho recolhido cacos tenho observado brevemente seu formato pensando que acontecer é irreversível pensando em como é fácil destroçar tenho embrulhado os cacos com jornal para que ninguém se machuque como minha mãe me ensinou como se fosse mesmo possível evitar os cortes (mas que não seja eu a ferir) tenho andado a tentar não me ferir e não ferir os outros enquanto esgoto o estoque de copos mas não tenho quebrado minhas próprias mãos golpeando os azulejos não tenho passado a noite deitada no chão de mármore estudando as trocas de calor não tenho mastigado o vidro procurando separar na boca o sabor do sangue o sabor do sabão nem tenho feito uma oração pelo destino variado do que antes era um e por minha força morre múltiplo tenho quebrado copos para isso parece deram-me mãos tenho depois encontrado cacos que não recolhi e que identifico por um brilho súbito no chão da cozinha de manhã tenho andado com cuidado com os olhos no chão à procura de algo que brilhe e tenho quebrado copos é o que tenho feito (MARQUES, Ana Martins. O livro das semelhanças. São Paulo. Companhia das Letras, 2015. p. 101-102.) Considerando esse poema e a integralidade da obra de que foi retirado, assinale a alternativa correta.

  1. O poema apresenta eventos sobrenaturais, envolvendo objetos raros e incomuns.
  2. O verbo “quebrar”, quando se refere ao eu do poema, é empregado em sentido figurado.
  3. O poema usa parênteses em dois versos, sendo que no primeiro a expressão retomada é a pia da cozinha.
  4. O texto afirma que os copos são mastigados à noite e deixam na boca um gosto de sabão misturado ao de sangue.
  5. Os cacos de copo são deixados no chão de mármore, onde é costume se deitar à noite.

Gabarito: B — O verbo “quebrar”, quando se refere ao eu do poema, é empregado em sentido figurado.

Quando aplicado ao eu lírico (“eu fui feita para quebrar”), o verbo “quebrar” tem sentido figurado, conforme assinala o gabarito; os copos, sim, quebram-se literalmente.

55. O isótopo ítrio-90, de número atômico Z = 39 e número de massa A = 90, é produzido a partir do isótopo A, que é um subproduto de reatores nucleares. O núcleo de A decai radioativamente por emissão de partícula beta e transforma-se no ítrio-90 que, por sua vez, emite uma radiação beta adequada para tratar certos tipos de câncer. Após o decaimento beta, o ítrio-90 transforma-se no isótopo B, que não é radioativo. Considerando as informações apresentadas, os valores corretos de número atômico (Z) e número de massa (A) dos isótopos A e B são, respectivamente:

  1. Z = 37 e A = 90; Z = 41 e A = 90.
  2. Z = 38 e A = 90; Z = 40 e A = 90.
  3. Z = 39 e A = 89; Z = 39 e A = 91.
  4. Z = 40 e A = 91; Z = 38 e A = 89.
  5. Z = 41 e A = 94; Z = 37 e A = 86.

Gabarito: B — Z = 38 e A = 90; Z = 40 e A = 90.

No decaimento beta, o número de massa se conserva e o número atômico aumenta uma unidade: A tem Z = 38 e A = 90, e B tem Z = 40 e A = 90, como marca o gabarito.

56. Peças de cobre recobertas por filme de chumbo, oriundas de resíduos industriais, devem ser tratadas. Para tanto, o chumbo deve ser removido por meio de corrosão com uma solução oxidante, sem atacar a parte de cobre. A tabela a seguir apresenta os dados eletroquímicos de alguns reagentes disponíveis para o tratamento, além de dados do cobre e do chumbo: Semirreação de redução | E0 / V [Co(NH3)6]3+(aq) + e- → [Co(NH3)6]2+(aq) | +0,11 Cu2+(aq) + 2e- → Cu(s) | +0,34 2H+(aq) + 2e- → H2(g) | 0,00 [IrCl6]2-(aq) + e- → [IrCl6]3-(aq) | +0,87 Ni2+(aq) + 2e- → Ni(s) | -0,26 Pb2+(aq) + 2e- → Pb(s) | -0,13 Zn2+(aq) + 2e- → Zn(s) | -0,76 Considerando as informações apresentadas, os agentes oxidantes que corroerão somente o chumbo das peças são:

  1. Ni2+(aq) e Zn2+(aq).
  2. Zn2+(aq) e [IrCl6]2-(aq).
  3. [Co(NH3)6]3+(aq) e H+(aq).
  4. [IrCl6]2-(aq), [Co(NH3)6]3+(aq) e H+(aq).
  5. Ni2+(aq), Zn2+(aq), [Co(NH3)6]3+(aq) e H+(aq).

Gabarito: C — [Co(NH3)6]3+(aq) e H+(aq).

Para oxidar o chumbo sem atacar o cobre, o oxidante deve ter E0 entre −0,13 V (Pb) e +0,34 V (Cu): apenas [Co(NH3)6]3+ (+0,11 V) e H+ (0,00 V) atendem, como indica o gabarito.

57. A losartana, um remédio para hipertensão arterial, é transformada no organismo num derivado carboxilado que possui atividade farmacológica maior do que o próprio medicamento. Pesquisas têm evidenciado que a enzima CYP3A4 (citocromo P450 3A4) catalisa essa reação química. A respeito do assunto, considere as seguintes afirmativas: 1. Há consumo de CYP3A4 no decorrer da reação. 2. A losartana e o CYP3A4 são reagentes da reação. 3. O CYP3A4 diminui a energia de ativação da reação. 4. O estado de equilíbrio da reação é alterado pelo CYP3A4 no sentido de formar mais derivado carboxilado. Assinale a alternativa correta.

  1. Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
  2. Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
  3. Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
  4. Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.
  5. As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Gabarito: A — Somente a afirmativa 3 é verdadeira.

Como catalisadora, a enzima apenas diminui a energia de ativação: não é consumida, não é reagente e não desloca o equilíbrio; por isso só a afirmativa 3 é verdadeira, conforme o gabarito.

58. O propilenoglicol (propano-1,2-diol) é um composto orgânico alifático diidroxilado (representado na figura a seguir) amplamente utilizado na indústria para os mais diversos fins, tais como anticongelante, fluído de freios, síntese de resinas e aditivo para tintas. Apesar do sabor amargo, o propilenoglicol também é utilizado na indústria alimentícia como aditivo, pois possui baixa toxicidade. Considerando as informações acerca da estrutura do propilenoglicol e os conhecimentos em química orgânica, é correto afirmar que esse composto:

  1. é isômero constitucional do glicerol (propano-1,2,3-triol).
  2. é quiral e pode ocorrer na forma de estereoisômeros, mais especificamente, enantiômeros.
  3. pode ser sintetizado a partir da reação entre o gás propano (C3H8) e o hidróxido de sódio (NaOH).
  4. é classificado como uma base de Arrhenius, por ser facilmente ionizável em água gerando íons hidróxido.
  5. é mais solúvel em solventes considerados apolares (como hexano e heptano) devido à presença das duas hidroxilas.

Gabarito: B — é quiral e pode ocorrer na forma de estereoisômeros, mais especificamente, enantiômeros.

O carbono 2 do propano-1,2-diol é estereogênico (ligado a quatro grupos diferentes), logo o composto é quiral e ocorre como par de enantiômeros, como marca o gabarito.

59. Em química orgânica, é comum os compostos com propriedades físico-químicas, em particular a reatividade, serem classificados em grupos chamados de funções orgânicas. Cada função orgânica apresenta um conjunto de átomos específicos que a define. Considere as seguintes afirmações sobre pares de funções orgânicas. 1. Aminas e amidas são funções orgânicas hidroxiladas. 2. Éteres e ésteres são funções orgânicas nitrogenadas. 3. Fenóis e álcoois são funções orgânicas oxigenadas. 4. Cetonas e aldeídos são funções orgânicas carboniladas. De acordo com os conhecimentos de química orgânica, a(s) afirmativa(s) que descreve(m) corretamente as características estruturais das funções orgânicas citadas é/são:

  1. 2 apenas.
  2. 1 e 4 apenas.
  3. 3 e 4 apenas.
  4. 1, 2 e 3 apenas.
  5. 1, 2, 3 e 4.

Gabarito: C — 3 e 4 apenas.

Apenas as afirmativas 3 e 4 estão corretas: fenóis e álcoois são funções oxigenadas, e cetonas e aldeídos são funções carboniladas, conforme o gabarito.

60. Considere as seguintes informações acerca dos compostos orgânicos A, B e C. – O composto A possui fórmula molecular C3H6. – O composto B é o produto majoritário da reação de adição do ácido bromídrico em A (A + HBr → B). – O composto C é o produto orgânico de substituição da reação entre B e hidróxido de potássio (B + KOH → C). Com base nessas informações, os compostos A, B e C são, respectivamente:

  1. Propano; 1-bromopropano; propano-1-ol.
  2. Propino; 2-bromopropano; propan-2-ol.
  3. Propeno; 2-bromopropano; propan-2-ol.
  4. Propino; 1-bromopropano; propan-1-ol.
  5. Propeno; 1-bromopropano; propan-1-ol.

Gabarito: C — Propeno; 2-bromopropano; propan-2-ol.

C3H6 corresponde ao propeno; a adição de HBr segue Markovnikov gerando 2-bromopropano, cuja substituição por KOH produz propan-2-ol, como assinala o gabarito.

61. O Paraquat ou dicloreto de 1,1'-dimetil-4,4'-bipiridínio, cuja estrutura é mostrada na figura abaixo, é um herbicida que foi amplamente utilizado na agricultura devido ao baixo custo e à grande eficácia. No entanto, o pesticida foi proibido no Brasil em 2020, mas o setor sojeiro vem pressionando para reverter essa decisão, alegando que a falta do produto compromete a produção do grão. O Paraquat foi proibido após a divulgação de pesquisas que comprovam a relação entre o pesticida e o desenvolvimento da doença de Parkinson e de mutações genéticas que podem causar câncer. Esse composto químico contém em sua fórmula ligações:

  1. iônicas apenas.
  2. covalentes apenas.
  3. covalentes e iônicas.
  4. covalentes e de van der Waals.
  5. iônicas e de van der Waals.

Gabarito: C — covalentes e iônicas.

O cátion bipiridínio é formado por ligações covalentes e se associa aos ânions cloreto por ligações iônicas; daí a presença de ligações covalentes e iônicas, conforme o gabarito.

O texto a seguir é referência para as questões 62 e 63. A elevação da concentração de fosfato em rios e lagos causa poluição e outros problemas ambientais, como a eutrofização. Assim, o monitoramento da concentração de fosfato é de interesse ambiental e pode ser realizado por meio de teste colorimétrico, explorando a reação de azul de molibdênio. Ao adicionar o íon molibdato (MoO42−), ácido mineral e um agente redutor numa amostra de água contendo fosfato, forma-se o composto de intensa cor azul. A intensidade de cor da solução neste teste é proporcional à concentração de fosfato na amostra.

62. A reação química envolvida entre o íon fosfato e molibdato no teste é descrita pela seguinte equação: PO43− + 12MoO42− + 27H+ → H3PMo12O40 + 12H2O Nesse teste, a quantidade de matéria de MoO42− necessária para uma amostra de 10 mL contendo 2 mg L−1 de H3PO4 (98 g mol−1) é mais próxima de: Dados: 1 mg = 10−3 g; 1 mL = 10−3 L

  1. 1,0 × 10−3 mol.
  2. 0,25 × 10−3 mol.
  3. 0,02 × 10−3 mol.
  4. 2,4 × 10−6 mol.
  5. 0,2 × 10−6 mol.

Gabarito: D — 2,4 × 10−6 mol.

n(H3PO4) = (2×10−3 g/L × 0,010 L)/98 g/mol ≈ 2,0×10−7 mol; pela estequiometria (1:12), n(MoO42−) ≈ 2,4×10−6 mol, valor da alternativa do gabarito.

63. O gráfico de barras a seguir mostra a relação da intensidade de cor observada para uma amostra de 10 mL em função da concentração de fosfato. Uma amostra de 2 mL da água de um rio foi misturada com 8 mL de água pura (destilada) de modo a produzir 10 mL de solução. Essa solução foi submetida ao teste com azul de molibdênio que forneceu o resultado de intensidade de cor igual a 3 unidades arbitrárias. O valor de concentração de fosfato na água desse rio é mais próximo de:

  1. 2,5 mg L−1.
  2. 2,0 mg L−1.
  3. 1,0 mg L−1.
  4. 0,2 mg L−1.
  5. 0,1 mg L−1.

Gabarito: A — 2,5 mg L−1.

Intensidade 3 corresponde a 0,5 mg/L na solução diluída; corrigindo a diluição de 5 vezes (2 mL para 10 mL), obtém-se 2,5 mg/L no rio, conforme o gabarito.

64. Pintar um rosto como “objeto” não é despojá-lo do que “traz pensado”. “Acho que o pintor o interpreta”, diz Cézanne, “o pintor não é imbecil”. Mas esta interpretação não deve ser pensada separadamente da visão. “[Ao] pintar todos os pequenos azuis e todos os pequenos marrons, [ele faz] olhar como ele olha ... Ao diabo se duvidarem como, casando um verde matizado com um vermelho, entristece-se uma boca ou faz-se sorrir uma face”. (MERLEAU-PONTY, Maurice. A dúvida de Cézanne. São Paulo: Abril Cultural, 1975. p. 118. Coleção Os Pensadores.) De acordo com essa passagem e com o ensaio de que foi retirada, é correto afirmar que cabe ao pintor:

  1. reproduzir os objetos tais como realmente são.
  2. refletir na pintura seu estado psicológico.
  3. usar arbitrariamente as cores com as quais compõe os objetos.
  4. representar os objetos segundo regras estabelecidas de composição.
  5. reproduzir os objetos tal como os vê.

Gabarito: E — reproduzir os objetos tal como os vê.

A interpretação do pintor é inseparável de sua visão — “ele faz olhar como ele olha”; logo, cabe ao pintor reproduzir os objetos tal como os vê, como assinala o gabarito.

65. As afirmações a seguir são de Hylas e foram todas retiradas do Diálogo entre Hylas e Philonous, de George Berkeley. Qual delas mostra que Hylas finalmente admitiu o idealismo defendido por seu interlocutor, Philonous? (BERKELEY, George. Três diálogos entre Hylas e Philonous. Curitiba: UFPR. SCHLA, 2012, p. 29, 73, 37, 63 e 51, respectivamente.)

  1. “Existir é uma coisa, ser percebido é outra.”
  2. “Tudo que posso fazer é formar ideias na minha própria mente. [...] E isso está longe de ser prova de que posso concebê-las existindo fora das mentes de todos os espíritos.”
  3. “O calor e o frio são apenas sensações que existem em nossas mentes. Entretanto, ainda restam qualidades suficientes para assegurar a realidade das coisas externas.”
  4. “Cores, sons, sabores, resumindo, tudo aquilo denominado qualidades secundárias, certamente não existem fora da mente. Mas ao admiti-lo, não significa que eu rejeite qualquer coisa da realidade da matéria ou dos objetos externos.”
  5. “Considero uma grande omissão o fato de não ter distinguido suficientemente objeto e sensação. Embora a sensação não possa existir sem a mente, disso não se segue que o objeto não possa.”

Gabarito: B — “Tudo que posso fazer é formar ideias na minha própria mente. [...] E isso está longe de ser prova de que posso concebê-las existindo fora das mentes de todos os espíritos.”

Na fala assinalada, Hylas reconhece que só pode formar ideias em sua própria mente e que não pode concebê-las fora de todo espírito, admitindo assim o idealismo de Philonous.

66. Os homens supõem comumente que todas as coisas da natureza agem, como eles mesmos, em consideração de um fim, e até chegam a ter por certo que o próprio Deus dirige todas as coisas para determinado fim, pois dizem que Deus fez todas as coisas em consideração do homem, e que criou o homem para que lhe prestasse culto. (ESPINOSA, B. Ética. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Livro I. Apêndice. p. 117. Coleção Os Pensadores.) Nesta passagem, Espinosa:

  1. critica os homens por orientarem suas ações em consideração de um fim.
  2. defende que a natureza foi criada tendo-se em vista fins desconhecidos pelos homens e conhecidos apenas por Deus.
  3. descreve o modo de pensar que impede os homens de produzirem uma explicação adequada dos eventos naturais.
  4. explica por que se deve buscar conhecer os fins em vista dos quais todas as coisas foram criadas por Deus.
  5. oferece as razões pelas quais é impossível separar a ciência da religião.

Gabarito: C — descreve o modo de pensar que impede os homens de produzirem uma explicação adequada dos eventos naturais.

Espinosa descreve o preconceito das causas finais — supor que a natureza age em vista de fins — que impede uma explicação adequada dos eventos naturais, conforme o gabarito.

67. Maquiavel considera que é muito útil “poder acusar perante o povo, perante um magistrado ou mesmo perante um conselho, os cidadãos que praticarem algum ato contra o estado livre”. Pois, com isso, escreve ele, “se institui um lugar para o desafogo daqueles humores que crescem nas cidades contra qualquer cidadão. Quando estes humores não têm onde se desafogar ordinariamente, buscam modos extraordinários”. (MAQUIAVEL, Nicolau. Discursos sobre a Primeira década de Tito Livio. In: MARÇAL, J. (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009. p. 437.) Nessa passagem, Maquiavel elogia a instituição romana da acusação pública porque ela:

  1. reconhece os direitos dos cidadãos de maneira equitativa.
  2. confere soberania ao povo, reconhecendo-o como a fonte das leis.
  3. oferece um lugar institucional para a manifestação de conflitos.
  4. garante a todos os indivíduos a plena liberdade de expressão.
  5. impõe obediência às leis.

Gabarito: C — oferece um lugar institucional para a manifestação de conflitos.

A acusação pública institui “um lugar para o desafogo” dos humores contra cidadãos, ou seja, oferece canal institucional para a manifestação dos conflitos, como indica o gabarito.

68. [As] experiências comuns resultantes do lugar social que ocupam impedem que a população negra acesse certos espaços. […] Quando falamos de direito à existência digna, à voz, estamos falando de locus [lugar] social, de como este lugar imposto dificulta a possibilidade de transcendência. Absolutamente não tem a ver com uma visão essencialista de que somente o negro pode falar de racismo, por exemplo. (RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Belo Horizonte: Editora Letramento, 2017. p. 64.) De acordo com a passagem acima e com a obra de que foi retirada, locus social é o lugar:

  1. escolhido voluntariamente por um determinado grupo social como seu lugar de fala.
  2. que define quem tem o direito de falar sobre determinados assuntos.
  3. que determina a essência de cada grupo social.
  4. em que se abrem ou se restringem oportunidades a determinados grupos sociais.
  5. que assegura a todo grupo social uma existência digna.

Gabarito: D — em que se abrem ou se restringem oportunidades a determinados grupos sociais.

O locus social é descrito como lugar imposto que impede o acesso a certos espaços e dificulta a transcendência — isto é, onde se abrem ou se restringem oportunidades, conforme o gabarito.

69. Sobre o setor de shopping centers no Brasil, é correto afirmar:

  1. A instalação de shopping centers amplia as desigualdades socioespaciais porque eles competem com as pequenas lojas de rua, o que leva à redução do número de estabelecimentos de varejo voltados para o atendimento das necessidades de consumo popular.
  2. A expansão dos shopping centers é restringida em países de renda per capita baixa como o Brasil, o que explica por que há poucos estabelecimentos desse tipo no país.
  3. A expansão dos shoppings centers se acelera no Brasil dos anos 2000 em diante porque é quando a urbanização brasileira ganha impulso com a elevação das taxas de crescimento econômico e demográfico.
  4. A instalação de shopping centers de grande porte reforça a centralidade urbana das cidades de porte médio e grande, pois esses estabelecimentos atendem consumidores distribuídos em diversos municípios de uma região.
  5. Os shopping centers são estabelecimentos especializados no consumo de luxo, motivo pelo qual se localizam nos bairros de renda mais alta das cidades de médio e grande porte.

Gabarito: D — A instalação de shopping centers de grande porte reforça a centralidade urbana das cidades de porte médio e grande, pois esses estabelecimentos atendem consumidores distribuídos em diversos municípios de uma região.

O gabarito assinala que os shopping centers de grande porte reforçam a centralidade das cidades médias e grandes por atenderem consumidores de diversos municípios da região.

70. Sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), é correto afirmar:

  1. Foi elaborado pelos economistas do Banco Mundial para substituir a renda per capita e o PIB nacional na função de indicadores de qualidade de vida.
  2. O IDH é útil para medir a ampliação das desigualdades sociais em escala mundial, pois as condições de saúde e de educação dos países desenvolvidos se elevam mais rapidamente do que nos países de renda baixa.
  3. A ONU, o Banco Mundial e o FMI foram instituídos pelo Tratado de Bretton Woods com o objetivo de reorganizar o mundo pós Segunda Guerra, razão pela qual essas instituições adotaram o IDH como indicador social padrão.
  4. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) mede a evolução dos municípios brasileiros de acordo com as mesmas dimensões do Índice de Desenvolvimento Humano Global, que são longevidade, educação e renda.
  5. As contradições do subdesenvolvimento se refletem no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) brasileiro, pois os municípios com renda per capita mais elevada apresentam indicadores medianos, o que se deve à natureza excludente do crescimento econômico em países periféricos.

Gabarito: D — O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) mede a evolução dos municípios brasileiros de acordo com as mesmas dimensões do Índice de Desenvolvimento Humano Global, que são longevidade, educação e renda.

O gabarito confirma que o IDHM avalia os municípios brasileiros pelas mesmas dimensões do IDH global — longevidade, educação e renda.

71. Sobre os processos de ocupação econômica de áreas florestais, é correto afirmar:

  1. Nos anos 1970, duas iniciativas governamentais de ocupação da Amazônia foram a construção da Rodovia Transamazônica e a política de reforma agrária baseada na distribuição de lotes de terras em áreas distantes com o fim de criar uma frente pioneira.
  2. A Mata Atlântica original estendia-se do litoral do Rio de Janeiro até o litoral do Paraná, e a ocupação econômica dessa floresta teve início com o Ciclo do Café.
  3. O Ciclo da Borracha teve curta duração porque a destruição de floresta nativa para o plantio de seringais fez declinar a biodiversidade e a fertilidade do solo, reduzindo a produtividade econômica dessa atividade.
  4. A ocupação do bioma amazônico por atividades agropecuárias foi contida pela assinatura da Convenção de Diversidade Biológica, na qual os países amazônicos estabeleceram a preservação da biodiversidade como objetivo primeiro do desenvolvimento sustentável.
  5. O bioma do Cerrado é o menos ocupado economicamente devido ao clima seco e à acidez dos solos, fatores que exigem investimentos elevados em irrigação e reduzem a produtividade agrícola.

Gabarito: A — Nos anos 1970, duas iniciativas governamentais de ocupação da Amazônia foram a construção da Rodovia Transamazônica e a política de reforma agrária baseada na distribuição de lotes de terras em áreas distantes com o fim de criar uma frente pioneira.

O gabarito registra que, nos anos 1970, a Rodovia Transamazônica e a reforma agrária por distribuição de lotes em áreas distantes foram iniciativas governamentais de ocupação da Amazônia, criando uma frente pioneira.

72. As metrópoles dos países em desenvolvimento caracterizam-se pela expansão acelerada e pelo processo de periferização. Sobre o tema, é correto afirmar:

  1. Um problema ambiental típico das metrópoles de países em desenvolvimento é a ocupação de áreas de mananciais por loteamentos regulares e irregulares, pois a construção de moradias e de benfeitorias urbanas nessas áreas impermeabiliza os solos.
  2. Os cortiços são a forma típica de moradia nas periferias urbanas dos países subdesenvolvidos, as quais se definem pela precariedade das construções.
  3. A construção de moradias nas áreas periféricas se faz pela ação de grandes empresas do setor de construção civil, as quais instalam loteamentos de casas de baixo custo em áreas distantes dos centros urbanos.
  4. No Brasil, as políticas públicas de habitação popular priorizaram a construção de moradias em áreas próximas aos centros urbanos para adensar a ocupação do espaço e contrabalançar os efeitos da periferização.
  5. As cidades de países desenvolvidos apresentam baixa densidade demográfica e diversos subcentros comerciais e de serviços, e as cidades de países subdesenvolvidos apresentam um centro urbano amplo cercado pela periferia.

Gabarito: A — Um problema ambiental típico das metrópoles de países em desenvolvimento é a ocupação de áreas de mananciais por loteamentos regulares e irregulares, pois a construção de moradias e de benfeitorias urbanas nessas áreas impermeabiliza os solos.

A prova marca a alternativa A: a ocupação de áreas de mananciais por loteamentos regulares e irregulares impermeabiliza os solos, configurando problema ambiental típico da periferização das metrópoles de países em desenvolvimento.

73. A geografia política pode ser definida, em essência, como o estudo das relações entre espaço e poder, ao passo que a geopolítica pode ser definida como a aplicação estratégica de conhecimentos geográfico políticos com o fim de atender aos projetos de poder dos Estados Nacionais. Sobre o tema, é correto afirmar:

  1. A geopolítica é uma forma de pensamento estratégico própria de regimes totalitários, uma vez que as democracias prescindem da aplicação de estratégias geopolíticas para impor projetos de poder.
  2. O pensamento geopolítico não se desenvolveu no Brasil porque o tamanho do território nacional e a sua abundância de recursos naturais tornou o expansionismo territorial desnecessário.
  3. Nos anos 1930 e 1940, o conceito geográfico político de "espaço vital" foi utilizado como justificativa para o expansionismo territorial por parte de nações com regimes políticos imperialistas.
  4. O pequeno sucesso obtido por Alemanha e Itália em estabelecer colônias deixava as indústrias desses países com poucos mercados para crescer, o que levou o nazifascismo a utilizar a geopolítica como justificativa para o expansionismo.
  5. O acesso ao mar é uma das condições necessárias para o desenvolvimento econômico nacional, o que motivou conflitos como a Guerra do Paraguai.

Gabarito: C — Nos anos 1930 e 1940, o conceito geográfico político de "espaço vital" foi utilizado como justificativa para o expansionismo territorial por parte de nações com regimes políticos imperialistas.

A prova marca C: o conceito geográfico-político de "espaço vital" serviu, nos anos 1930 e 1940, de justificativa para o expansionismo territorial de nações com regimes políticos imperialistas.

74. Os modelos nacionais de produção agropecuária são organizados em função de fatores ambientais, territoriais, tecnológicos, econômicos e políticos. Sobre esse tema, é correto afirmar:

  1. A importância atual da Rússia e da Ucrânia nas exportações mundiais de trigo é uma herança dos sovkhoses e kolkhoses, sistemas de produção agrícola instituídos na antiga URSS que se destacavam pela alta produtividade.
  2. As tecnologias modernas permitiram o plantio em áreas onde as condições naturais não eram ideais para a agricultura, o que não mudou o fato de os cultivos de cana, café, cacau, algodão, laranja e banana continuarem sendo mais comuns nas regiões tropicais, enquanto trigo, cevada, aveia e centeio são mais comuns em áreas temperadas.
  3. No Brasil, a disponibilidade de terras agricultáveis e a dependência tecnológica fazem com que o aumento da produção agropecuária dependa da expansão da área plantada, enquanto os países com pequeno território dependem da inovação tecnológica para alavancar a produtividade e a produção.
  4. A grande extensão territorial do Canadá permite que esse país desenvolvido seja um importante exportador de produtos agropecuários, como carne e laticínios.
  5. Os climas áridos e semiáridos existentes na África restringem as áreas disponíveis para a produção agrícola, de modo que os países africanos padecem de problemas de insegurança alimentar e dependem das exportações de petróleo, ouro e diamantes para financiar as importações de alimento.

Gabarito: B — As tecnologias modernas permitiram o plantio em áreas onde as condições naturais não eram ideais para a agricultura, o que não mudou o fato de os cultivos de cana, café, cacau, algodão, laranja e banana continuarem sendo mais comuns nas regiões tropicais, enquanto trigo, cevada, aveia e centeio são mais comuns em áreas temperadas.

A prova marca B: mesmo com as tecnologias modernas, cana, café, cacau, algodão, laranja e banana seguem mais comuns nas regiões tropicais, enquanto trigo, cevada, aveia e centeio são mais comuns em áreas temperadas.

75. Sobre a atividade industrial, é correto afirmar:

  1. A indústria dos EUA é uma das mais dependentes dos gastos militares do governo para impulsionar seu desenvolvimento tecnológico, uma vez que os investimentos americanos nas forças armadas alcançam cerca de 20% do PIB nacional.
  2. As empresas japonesas realizaram a Terceira Revolução Industrial e Tecnológica em 1960, motivo pelo qual o Japão vem sendo o país com crescimento econômico e industrial mais acelerado desde então.
  3. Para superar o subdesenvolvimento, o governo chinês investiu na construção de indústrias de alta tecnologia, possibilitando substituir as importações de produtos industriais e, num segundo momento, exportar esse tipo de bens.
  4. A industrialização do Brasil, México e Argentina se fez pela indústria de processamento de petróleo e de outros minérios, posto que a atividade agrícola não favorece o desenvolvimento industrial.
  5. Nos EUA, as duas primeiras revoluções industriais favoreceram regiões ricas em carvão e ferro, como a região dos Grandes Lagos, enquanto a terceira favoreceu regiões com trabalhadores qualificados e universidades de ponta, como a Califórnia.

Gabarito: E — Nos EUA, as duas primeiras revoluções industriais favoreceram regiões ricas em carvão e ferro, como a região dos Grandes Lagos, enquanto a terceira favoreceu regiões com trabalhadores qualificados e universidades de ponta, como a Califórnia.

A prova marca E: nos EUA, as duas primeiras revoluções industriais favoreceram regiões ricas em carvão e ferro, como os Grandes Lagos, e a terceira favoreceu regiões de trabalhadores qualificados e universidades de ponta, como a Califórnia.

76. Sobre os fatores que afetam a dinâmica demográfica e as políticas de controle populacional, é correto afirmar:

  1. No Brasil, o regime de 1964 não implantou políticas de controle de natalidade para conter a explosão demográfica porque estava focado em povoar os "vazios" do território nacional, como a região Amazônica.
  2. A rígida política de controle de natalidade adotada na China a partir de 1978 conseguiu reduzir o crescimento demográfico a quase zero porque esse país apresentava altas taxas de urbanização.
  3. Em meados do século XX, a rápida queda das taxas de mortalidade, somada à manutenção de taxas de natalidade elevadas, fortaleceu a ideia de que o controle populacional era necessário para evitar a expansão da pobreza mundial.
  4. As taxas de natalidade dos países subdesenvolvidos se mantiveram elevadas nas últimas décadas devido à alta participação da população rural na população total desses países.
  5. Nos países desenvolvidos, as políticas de controle populacional começaram a ser aplicadas após 1970 para contrabalançar o desemprego gerado pela Terceira Revolução Industrial.

Gabarito: C — Em meados do século XX, a rápida queda das taxas de mortalidade, somada à manutenção de taxas de natalidade elevadas, fortaleceu a ideia de que o controle populacional era necessário para evitar a expansão da pobreza mundial.

A prova marca C: em meados do século XX, a queda rápida da mortalidade com natalidade ainda elevada fortaleceu a ideia de que o controle populacional era necessário para evitar a expansão da pobreza mundial.

77. A divisão oficial do Brasil em cinco Grandes Regiões foi instituída em 1967 para atender às atividades de planejamento estatal. Os critérios de regionalização consideraram características econômicas e sociais e também as divisões político-administrativas das Unidades da Federação, no sentido de que nenhum estado ou o Distrito Federal poderia ter parte de seu território classificado numa Grande Região e parte em outra. Sobre o tema, é correto afirmar:

  1. O Nordeste se define por ser uma região de perdas econômicas e crise social, posto que a participação percentual da região no PIB brasileiro vem declinando ao longo das últimas décadas, e os indicadores sociais nordestinos permaneceram estacionados.
  2. Os critérios de regionalização utilizados criam algumas distorções, como se vê no caso de Minas Gerais, dado que os municípios do Triângulo Mineiro e Região Metropolitana de Belo Horizonte apresentam indicadores dentro da média dos municípios do Sudeste, e os municípios do Norte mineiro apresentam indicadores dentro da média dos municípios do interior do Nordeste.
  3. A divisão de um país continental como o Brasil em cinco regiões com milhares de municípios cada uma reflete a centralização do planejamento público sob regimes autoritários, posto que regimes democráticos utilizam divisões regionais baseadas em unidades homogêneas com dezenas de municípios.
  4. Antes de 1967, o Sudeste e o Sul faziam parte da Região Centro-Sul, a qual foi dividida nessas duas Grandes Regiões para que o planejamento estatal pudesse atender às especificidades de municípios que se definem pela industrialização ou pelo dinamismo agropecuário.
  5. Com a extinção da Sudam e da Sudene, essa regionalização perdeu sua funcionalidade para o planejamento, mas continua sendo utilizada por órgãos de pesquisa para a organização de dados estatísticos.

Gabarito: B — Os critérios de regionalização utilizados criam algumas distorções, como se vê no caso de Minas Gerais, dado que os municípios do Triângulo Mineiro e Região Metropolitana de Belo Horizonte apresentam indicadores dentro da média dos municípios do Sudeste, e os municípios do Norte mineiro apresentam indicadores dentro da média dos municípios do interior do Nordeste.

A prova marca B: os critérios de regionalização criam distorções, como em Minas Gerais — Triângulo Mineiro e Região Metropolitana de Belo Horizonte com indicadores na média do Sudeste e Norte mineiro na média do interior do Nordeste.

78. Considere o texto a seguir: Os sociólogos franceses Luc Boltanski e Ève Chiapello, em sua obra intitulada O novo espírito do capitalismo (2009), afirmam que a nova política de contratação e as novas organizações da estrutura empresarial (que é global) permitem que o empregador, ao subcontratar a mão de obra, possa ocultar que é o empregador. É o caso de grandes empresas norte-americanas de celulares que transferiram sua produção para empresas fornecedoras na China. [...] Ou seja, levam a alterações contratuais de trabalho que, ao facilitarem os trâmites e a burocracia para a demissão de empregados, como é o caso dos chamados temporários, aumentam a sensação de insegurança dos trabalhadores. (ARAÚJO, Silvia Maria de Araújo; BRIDI, Maria Aparecida; MOTIM, Benilde Lenzi. Sociologia. São Paulo: Scipione, 2016. p. 152.) Sobre os problemas relativos à transformação no mundo do trabalho no século XXI, é corretor afirmar:

  1. A introdução de novas regras salariais tem beneficiado trabalhadores e trabalhadoras num contexto global, pois a flexibilização possibilitou a organização de seus próprios horários de atividade profissional.
  2. A modernização industrial que se viu refletida no desenvolvimento tecnológico – caso ilustrativo são as empresas norteamericanas fabricantes de celulares – propiciou a organização mais eficiente das leis laborais.
  3. A flexibilização das leis que regulam as atividades laborais resulta em aumento da assimetria nas relações entre capital e trabalho, dificultando especialmente a ação de sindicatos em favor dos trabalhadores e trabalhadoras.
  4. Trabalhadoras e trabalhadores temporários, embora tenham condições de trabalho menos seguras, são beneficiados pela aquisição de maior capacidade de agir coletivamente por meio de negociações intermediadas por corporações profissionais.
  5. O fenômeno da terceirização gerou impacto positivo no mercado de trabalho, resultando em modalidades mais justas de contratação, como no caso do empreendedorismo.

Gabarito: C — A flexibilização das leis que regulam as atividades laborais resulta em aumento da assimetria nas relações entre capital e trabalho, dificultando especialmente a ação de sindicatos em favor dos trabalhadores e trabalhadoras.

A prova marca C: a flexibilização das leis laborais aumenta a assimetria nas relações entre capital e trabalho e dificulta a ação dos sindicatos em favor dos trabalhadores, agravando sua insegurança.

79. Considere o trecho a seguir: Os problemas de diversidade e pluralismo colocados em pauta pelas sociedades multiculturais, a partir da década de 1980, obrigaram-nos a uma nova reflexão sobre o reconhecimento universalista proposto pela Modernidade. Os movimentos sociais organizados por homossexuais, negros, mulheres, entre outros grupos, passaram a reivindicar a efetiva realização da igualdade de oportunidades e o fim dos princípios discriminatórios. Deu-se, então, o estabelecimento de políticas públicas que ficaram conhecidas como políticas de ação afirmativa. (O’DONNEL, Julia et al. Tempos modernos, tempos de sociologia. Rio de Janeiro: Editora do Brasil, 2018.) Com base na argumentação das autoras, pode-se afirmar que:

  1. em termos práticos, a defesa desse novo tipo de reconhecimento social estimula diferentes ações de inclusão social, com exceção da "política de cotas".
  2. as políticas de ação afirmativa constituem uma estratégia ideológica pouco eficaz, correspondendo a uma agenda globalista.
  3. movimentos sociais organizados por homossexuais, negros e negras (entre outras minorias) estão hiper-representados na sociedade em virtude das recentes políticas públicas de ação afirmativa, gerando grandes distorções e privilégios para estes grupos favorecidos.
  4. é necessário amplo debate sobre os temas da diversidade e representação social, atitude imperativa para atualização de categorias fundamentadas em pressupostos pré-modernistas.
  5. ações afirmativas se baseiam em um pressuposto que leva em conta as condições desiguais de determinados grupos sociais para acesso às oportunidades sociais.

Gabarito: E — ações afirmativas se baseiam em um pressuposto que leva em conta as condições desiguais de determinados grupos sociais para acesso às oportunidades sociais.

A prova marca E: as ações afirmativas baseiam-se no pressuposto de que determinados grupos sociais estão em condições desiguais de acesso às oportunidades sociais.

80. Sobre o tema do racismo na sociedade brasileira, considere o excerto a seguir: A visão de convívio harmonioso entre as raças foi desconstruída pelos estudos de Florestan Fernandes, que participou com Roger Bastide das pesquisas financiadas pela Unesco, e redundaram no livro A integração do negro na sociedade de classes (1965). (SILVA, Afrânio et. al. Sociologia em movimento. São Paulo: Moderna, 2016. p. 121.) Qual é, dentre as afirmativas a seguir, a que sintetiza a contribuição do sociólogo Florestan Fernandes para os estudos das relações raciais no Brasil?

  1. O autor demonstra que uma das particularidades do caso brasileiro é a vigência da ideia de que somos uma democracia racial, o que não é senão um mito que assegura a manutenção da desigualdade entre brancas e brancos por um lado e negras e negros de outro.
  2. O racismo reverso é seu argumento analítico para a crítica da imagem de que as relações raciais são harmoniosas no Brasil.
  3. O autor elabora o conceito de racismo estrutural ainda na década de 1960, num momento em que o Brasil era impactado pelas conquistas do movimento pelos direitos civis, nos EUA.
  4. Sua proposta foi o estabelecimento de uma política de cotas, encaminhada como projeto ao governo militar instaurado em 1964 visando à crítica das noções idealizadas do racismo.
  5. O autor elabora normativas para a criação de organizações não governamentais (ONGs) atuantes como instrumentos para exercer a crítica e combater o racismo no Brasil.

Gabarito: A — O autor demonstra que uma das particularidades do caso brasileiro é a vigência da ideia de que somos uma democracia racial, o que não é senão um mito que assegura a manutenção da desigualdade entre brancas e brancos por um lado e negras e negros de outro.

A prova marca A: Florestan Fernandes desconstruiu o mito da democracia racial, ideia que assegura a manutenção da desigualdade entre brancos e negros no Brasil.

81. Considere o excerto a seguir. Na sociologia, até os anos 1970, o conceito de "papéis sociais de sexo", apresentado pela antropóloga cultural estadunidense Margaret Mead (1901-1978), era o termo mais utilizado. É a partir dessa década que as teorias sociais passam a utilizar o conceito de gênero influenciadas pela chamada segunda onda do feminismo [...]. Desse modo, o conceito de gênero passa a enfatizar os processos de construção dos comportamentos em relação ao corpo e aos afetos, justamente para superar o "congelamento" das categorias de homem e mulher que advêm de descrições biológicas. [...] Isso quer dizer, como afirma o sociólogo francês Pierre Bourdieu, que as estruturas e instituições sociais partem de uma construção simbólica em que as características masculinas e femininas são biologizadas, naturalizadas e, portanto, dificilmente podem ser desconstruídas. (SILVA, Afrânio et. al. Sociologia em movimento. São Paulo: Moderna, 2016. p. 333.) Sobre a abordagem sociológica do conceito de gênero, é correto afirmar:

  1. A imaginação sociológica, categoria definida pela sociologia norte-americana, é a ferramenta mais importante no processo de construção das categorias de análise e do conceito de gênero, contrariando as teses de Pierre Bourdieu sobre os poderes simbólicos.
  2. Para a sociologia, identidade de gênero se constitui no contexto das relações sociais, base na qual se formulam sentidos e significados aos aspectos anatômicos e se institucionalizam diferenciações psíquicas e comportamentais e divisões sexuais do trabalho social.
  3. Margaret Mead pouco contribuiu para os estudos sobre gênero, pois sua abordagem estritamente antropológica não ofereceu ferramentas eficazes na análise sociológica.
  4. Apesar das diferentes ondas feministas que se formaram no decorrer do século XX, não houve impacto significativo nos estudos sociológicos sobre gênero, pois só muito recentemente a sociologia tem se preocupado com o tema.
  5. Para a teoria social, é imprescindível considerar os aspectos inatos e essenciais da atividade humana, logo, os estudos sociológicos daí decorrentes demonstram como os aspectos relacionais têm pouca influência sobre os estudos de gênero.

Gabarito: B — Para a sociologia, identidade de gênero se constitui no contexto das relações sociais, base na qual se formulam sentidos e significados aos aspectos anatômicos e se institucionalizam diferenciações psíquicas e comportamentais e divisões sexuais do trabalho social.

A prova marca B: para a sociologia, a identidade de gênero constitui-se no contexto das relações sociais, que atribuem sentidos aos aspectos anatômicos e institucionalizam diferenciações psíquicas, comportamentais e a divisão sexual do trabalho.

82. Considere o texto a seguir. Se fato social é considerado por Émile Durkheim o objeto sociológico por excelência, por trazer ao conhecimento uma realidade da natureza social e coletiva bem diversa da realidade dos fenômenos individuais, Max Weber elegeu a Sociologia como ciência da ação social. (ARAÚJO, Silvia Maria de Araújo; BRIDI, Maria Aparecida; MOTIM, Benilde Lenzi. Sociologia. São Paulo: Scipione, 2016. p. 29.) O que Weber entende por ação social?

  1. Um conjunto de ações coletivas que visam à implementação de um poder revolucionário e à ruptura estrutural de uma dada sociedade.
  2. Uma ação isolada e fortalecida pela subjetividade do indivíduo, visto que, na modernidade descrita por Weber, o individualismo se torna instrumento fundamental das relações sociais.
  3. Uma iniciativa privada das empresas com intenção de melhor conduzir o comportamento dos indivíduos na vida pública e nas estruturas burocráticas.
  4. Uma ação orientada por expectativas em relação à(s) outra(s) pessoa(s), sejam elas conhecidas ou não, vivas, mortas (ancenstrais) ou nem nascidas (visando as gerações futuras).
  5. Um conceito utilizado para definir a interação dos cidadãos nas sociedades antigas, nas quais a ação social era necessária para sobrevivência dos coletores e caçadores.

Gabarito: D — Uma ação orientada por expectativas em relação à(s) outra(s) pessoa(s), sejam elas conhecidas ou não, vivas, mortas (ancenstrais) ou nem nascidas (visando as gerações futuras).

A prova marca D: para Weber, ação social é a ação orientada por expectativas em relação a outras pessoas — conhecidas ou não, vivas, mortas (ancestrais) ou ainda não nascidas.

83. Considera la siguiente frase: A Maribel le importa un bledo lo que diga la gente. Señala la alternativa que reescribe la frase sin cambiarle el significado.

  1. Maribel es embustera cuando dice que no le interesan las habladurías de la gente.
  2. La gente que habla de Maribel es porque no la conoce bien.
  3. A Maribel no le afecta en absoluto lo que dicen de ella.
  4. Los cotilleos sobre Maribel le están haciendo la vida imposible.
  5. A la gente que se expresa con agudeza no le interesa saber qué hace Maribel.

Gabarito: C — A Maribel no le afecta en absoluto lo que dicen de ella.

El documento marca C: la expresión "importar un bledo" significa no importar nada, es decir, que a Maribel no le afecta en absoluto lo que la gente dice de ella.

84. Considera el siguiente fragmento: Joaquín Carbonell compone una canción al sonajero de Martín, el niño huérfano de Palencia Ese objeto fue encontrado en la fosa de su madre, Catalina Muñoz, fusilada en septiembre de 1936 y reconocida hace muy poco [...] Su historia empezó a reescribirse, como ha contado el periodista Nuño Domínguez en ‘El País’ y algunos otros después, casi por casualidad cuando en 2011 se descubrió un cadáver durante unas excavaciones – se buscaban en ese entorno el rastro de 250 víctimas de la represión franquista – y un objeto sorprendente a su lado: algo que parecía un sonajero, que olía a alcanfor. (Disponible en: https://www.heraldo.es/noticias/ocio-y-cultura/2019/06/21/.) Según el fragmento del periódico español ‘Heraldo’, es correcto afirmar:

  1. Catalina Muñoz, fusilada en los años treinta, ha sido hallada después de más de 70 años de constantes búsquedas.
  2. Cuando era bebé, Martín, hijo de Catalina, tenía un juguete que fue encontrado junto al cadáver de su madre.
  3. A raíz de un suceso eventual, Catalina y su hijo Martín mueren en el 36 durante el gobierno franquista.
  4. De la misma quinta que Catalina, Nuño Dominguez escribe en periódicos españoles sobre la canción que se ha escrito del niño de Palencia.
  5. Las excavaciones tenían como objetivo encontrar el cuerpo de Joaquín Carbonell cantautor del sonajero de Martín.

Gabarito: X — X

Questão anulada pela banca (gabarito definitivo NC/UFPR): por um erro de diagramação, a questão 84 de língua estrangeira saiu com o gabarito marcado em uma das versões, e a anulação vale para todas as línguas. Conta como acerto para todos.

85. Considera el siguiente fragmento: En el tren de Portugalete de la una de la tarde llegó ayer de Bilbao el joven de dieciséis años Pedro Nava. Como llevaba la cabeza fuera de la ventanilla, al entrar el tren en el puente de hierro de Burceña recibió un tremendo golpe en la cabeza, que le privó del conocimiento y le causó una herida. (Disponible en: https://www.elcorreo.com/tiempo-de-historias/mazazos-hachazos-muskiz-20220501113415-nt.html.) Según el fragmento del periódico, es correcto afirmar:

  1. A Pedro Nava le golpeó un joven que venía de Bilbao en el mismo tren que él.
  2. Pedro Nava no se dio cuenta que había un hierro en el tren y se hirió en la cabeza.
  3. Pedro Nava sufrió un desmayo al chocar la cabeza contra un puente en un viaje en tren.
  4. Pedro Nava sintió un dolor intenso en el tren al chocar su cabeza en la ventanilla.
  5. Cuando Pedro Nava entró en el tren, se dio cuenta que tenía una herida en la cabeza a raíz de un golpetazo.

Gabarito: C — Pedro Nava sufrió un desmayo al chocar la cabeza contra un puente en un viaje en tren.

El documento marca C: el texto dice que, al entrar el tren en el puente de hierro, Pedro recibió un golpe en la cabeza que "le privó del conocimiento", es decir, sufrió un desmayo.

El texto a continuación sirve como referencia para las cuestiones 86 e 87. Un conductor de camión que circulaba por un descampado aledaño a un polígono industrial vio a una mujer caminando con las piernas manchadas de sangre y con una especie de hatillo de mantas en sus brazos que, además, se dirigía a una casa en ruinas. El hombre llamó de inmediato a la Guardia Civil que, al llegar al lugar, encontraron a un bebé recién nacido dentro de unos bidones. (Disponible en: https://www.tuotrodiario.com/noticias/20220523210916/.)

86. Según el fragmento de la noticia, es correcto afirmar que el conductor de un camión:

  1. llamó a la policía porque había visto a un recién nacido en un polígono industrial.
  2. vio a una mujer herida caminando por el pueblo.
  3. se dio cuenta que la mujer que se encontró por el camino estaba hambrienta y quiso ayudarla.
  4. huyó de la mujer al ver que se dirigía a una casa sospechosa.
  5. pidió ayuda al cuerpo de seguridad pública que halló a un recién nacido metido en un envase.

Gabarito: E — pidió ayuda al cuerpo de seguridad pública que halló a un recién nacido metido en un envase.

El documento marca E: el conductor llamó a la Guardia Civil, que encontró al bebé recién nacido dentro de unos bidones, es decir, metido en un envase.

87. Según el fragmento de la noticia, es correcto afirmar que el conductor estaba en un descampado:

  1. lejos del polígono industrial del pueblo.
  2. colindante al cuartel de la Guardia Civil.
  3. a unos cuantos kilómetros de la casa en ruinas.
  4. muy próximo de un polígono industrial.
  5. abandonado.

Gabarito: D — muy próximo de un polígono industrial.

El documento marca D: el texto dice que el descampado era "aledaño a un polígono industrial", es decir, muy próximo de él.

88. Considera el siguiente titular: Madre salva a su ganso mascota de las garras de un águila ____________ amamanta (Disponible en: https://cnnespanol.cnn.com/seccion/curiosidades/.) Señala la alternativa que rellena el hueco correctamente.

  1. mientras.
  2. sino que.
  3. sin embargo.
  4. puesto que.
  5. con que.

Gabarito: A — mientras.

El documento marca A: "mientras" es el conector que expresa simultaneidad entre salvar al ganso y amamantar.

89. Considera el siguiente texto: Pese a las malas noticias en cuestión sanitaria de los últimos días, parece que hay algunos que no **escarmientan**. Alrededor de 120 personas celebraron ayer una fiesta privada en un catamarán saltándose las actuales normativas sanitarias. (Disponible en: lasprovincias.es/marina-alta/.) Según el texto, la expresión subrayada y en negrita significa que algunas personas no:

  1. aprenden de su propia experiencia.
  2. quieren caer en los mismos errores.
  3. van a fiestas privadas.
  4. faltan al respeto cuando se amontonan en un barco.
  5. se han enterado de las normas sanitarias.

Gabarito: A — aprenden de su propia experiencia.

"Escarmentar" es aprender de un error o de un castigo para no repetirlo; quien no escarmienta no aprende de su propia experiencia. Gabarito oficial: A.

90. El refrán “cría cuervos y te sacarán los ojos” se refiere a que:

  1. cada quien tiene que sufrir la suerte que le toca o que merece.
  2. los desagradecidos y las personas viles tienden a ser ingratos con quienes les han tratado bien.
  3. las personas de consabida maldad persisten en hacer daño y no están dispuestas a mejorar su conducta.
  4. las personas imitan o adquieren algunas características o cualidades de sus padres o del entorno en el cual crecen o se crían.
  5. las personas que comparten ciertas características de personalidad y conducta se unen, lo que despierta la atención o las sospechas de quienes las observan.

Gabarito: B — los desagradecidos y las personas viles tienden a ser ingratos con quienes les han tratado bien.

El refrán advierte que quien hace bien a personas desagradecidas puede recibir de ellas daño a cambio: los ingratos pagan mal a quien los trató bien. Gabarito oficial: B.

Fazer esta prova online

Mais provas de Polícia Militar PR